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Maranhão na COP 30 – Painel apresenta agricultura familiar para preservação da floresta

O Governo do Maranhão e o Governo do Mato Grosso apresentaram, na quarta-feira (19), o painel ‘Agricultura familiar, pessoas e recursos naturais: florestas produtivas, produção de alimentos com oportunidades de baixo carbono’, no auditório do Consórcio Interestadual Amazônia Legal, na Zona Verde da COP30, que está sendo realizada em Belém (PA). Os dois estados chamaram a atenção para a importância da agricultura familiar no contexto da preservação ambiental e produção de alimentos.

O secretário adjunto de Estado da Agricultura Familiar (SAF) do Maranhão, Ricarte Almeida Santos, compartilhou as ações do Projeto Amazônico de Gestão Sustentável, o Pages, que inclui ações de capacitação, criação de viveiros, redes de acesso a água e projetos inovadores. Nesse momento, está em fase de implantação, em 12 municípios, os chamados PGIS, Projetos de Gestão Integrada Sustentável.

“O Pages está em amplo desenvolvimento no Maranhão. Estamos implementando os PGIS junto às organizações dos agricultores e agricultoras familiares em 12 municípios e desenvolvendo PGIS junto a escolas da pedagogia da alternância, que são escolas importantes para ampliar a base produtiva, no sentido de que os jovens que estudam nessas escolas estão se preparando e preparando a família para melhorar a qualidade da produção da agricultura familiar nesses territórios do bioma amazônia”, destacou.

Ao todo, 37 municípios maranhenses serão beneficiados pelo Pages, envolvendo centenas de indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco. Mais de 7 mil hectares já foram recuperados com o projeto maranhense que atua no combate ao desmatamento, pobreza e degradação ambiental, com investimentos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Governo do Maranhão.

Na ocasião, foi apresentado um documentário com os avanços da implantação do Pages no Maranhão. Já o Estado do Mato Grosso compartilhou a experiência dos projetos MP Produtivo, que é desenvolvido pelo governo mato grossense com financiamento do Banco Mundial, e o Pactos PCI, desenvolvido a partir do Instituto Produzir, Conservar e Incluir (Instituto PCI) de Mato Grosso.

Segundo o secretário maranhense Ricarte Almeida, a troca de experiências proporcionada com a COP30 é fundamental para ampliar o avanço das ações de preservação nos estados brasileiros. 

“Tanto ensinamos com a nossa experiência, como aprendemos com a experiência que foi apresentada. Hoje dialogamos com o estado do Mato Grosso, que tem uma experiência rica no desenvolvimento da agricultura familiar, e apresentamos o Pages. Eles puderam experienciar conosco o que está acontecendo no Maranhão. Isso faz com que a gente acerte mais e erre menos”, observou Ricarte Almeida.

Entendimento semelhante foi destacado pelo representante da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) do Mato Grosso, Glieber Henriques Beliene, que é coordenador ambiental e fundiário do projeto MT Produtivo. Ele frisou a importância do espaço disponibilizado pelo Consórcio Amazônia Legal para que os estados possam dialogar e trocar experiências entre si e com organizações de todo o mundo.

“Estamos percebendo nesses momentos de discussão, nesses espaços abertos, que muitos dos problemas identificados em um estado ou grupo são compartilhados por outros e as sinergias estão mostrando que podemos aprender e encurtar muitos caminhos fazendo esses diálogos e trazendo esses parceiros para mesa, para discussão. Além disso, é um espaço para chamarmos a atenção do mundo, pois a COP não está de olho só na Amazônia ou no Pará, mas no Brasil como um todo”, frisou.

O diretor executivo do Instituto Produzir, Conservar e Incluir (Instituto PCI) de Mato Grosso, Richard Smith, explicou que a experiência maranhense foi enriquecedora para os projetos que estão sendo desenvolvidos no estado e que buscam aliar desenvolvimento e conservação ambiental.

“A abordagem que o Maranhão vem fazendo, trazendo ações concretas para os territórios e a inclusão dos povos indígenas e tradicionais na tomada de decisões, no protagonismo de como esses projetos são desenvolvidos, é fundamental. Esperamos levar isso para o Mato Grosso, para as iniciativas que temos lá”, comentou.

Maranhão na COP30

O Governo do Maranhão estará presente ao longo da 30ª Conferência das Partes (COP30), maior evento da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que segue até a sexta-feira (21), em Belém (PA).

Durante esse período, o Governo do Maranhão apresenta uma agenda robusta, com um coletivo de ações já desenvolvidas no estado e outras que estão em fase de implantação, com foco na preservação ambiental.

Além disso, a presença no evento é uma oportunidade para prospectar mais recursos para financiamento de programas no estado e contribuir com os debates sobre os desafios climáticos.