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Gasto diário em viagem para Europa deve ser de 100 euros

Quase metade (48%) dos brasileiros planeja viajar à Europa. A informação é da pesquisa 
“O Viajante Brasileiro”, desenvolvida pela Globo – Sales Excellence Insights. Mas para esse planejamento sair do papel, um dos principais aspectos a ser observado é o financeiro.

O custo de uma viagem inclui desde despesas como passagem aérea e hospedagem, que podem ser estimadas a partir de uma pesquisa de preços, até os gastos durante a estadia, como alimentação, transporte e passeios. Para esta definição, o viajante precisa considerar a duração e o roteiro previsto para a viagem, o que varia caso a caso.

Apesar disso, quem tem experiência em viagens para a Europa estima que um valor entre 70 e 100 euros por dia é suficiente para aproveitar a estadia com conforto. Convertendo para reais, o valor seria entre R$ 440 e R$ 635.

“É preciso destacar que 100 euros na Albânia não é o mesmo que 100 euros na Suíça”, alerta a fundadora do blog Viaja que Passa, Maria Fernanda Moro. Isso porque, em alguns locais, um valor pode significar luxo, enquanto, em outros, o básico.

“O mais importante é não seguir recomendações genéricas do tipo ‘tem que fazer’. Priorizar o que realmente tem valor pessoal é o que garante uma experiência mais coerente e, no fim, muito mais satisfatória”, analisa.

A criadora de conteúdo com foco em viagens internacionais, Ana Giullia, estima que uma média de gastos entre 35 e 50 euros por dia atende perfis econômicos; entre 60 e 75 euros, os viajantes com perfis confortáveis; entre 80 e 100 euros, aqueles que pretendem gastar com folga; e igual ou acima de 150 euros, para quem deseja uma viagem de luxo. 

Roteiro ajuda a definir os custos

O primeiro fator que influencia os custos de uma viagem à Europa é o destino. A escolha do local que será visitado define o câmbio. O Euro é a moeda oficial de 27 países da União Europeia, incluindo Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal. Na Inglaterra é diferente: quem busca onde ficar em Londres, por exemplo, deve ficar atento à cotação da Libra.

Após a escolha do destino, a hospedagem é outro fator que deve ser avaliado. Os valores variam de acordo com o tipo de acomodação, o período e a duração da viagem. Maria Fernanda orienta, ainda, considerar a localização, pois interfere diretamente nos gastos com deslocamento.

“Na hospedagem, vale buscar equilíbrio entre localização e preço. Ficar em áreas bem conectadas ao transporte público pode ser mais vantajoso do que escolher regiões muito afastadas apenas pela diária mais barata. Apartamentos e hotéis com cozinha compartilhada ou compacta também ajudam a economizar em refeições.”

Nesse sentido, o roteiro da viagem auxilia o planejamento financeiro. Ela explica que pensar quais passeios serão realizados ajuda na escolha da localização da hospedagem. Quem busca onde se hospedar em Roma, por exemplo, tem uma série de possibilidades: visitar pontos históricos, como o Coliseu e o Panteão; fazer turismo religioso pelo Vaticano e arredores; conhecer pontos turísticos, como a Fontana di Trevi e Piazza di Spagna; aproveitar as experiências gastronômicas, entre outras.

Dessa forma, o roteiro ajuda a definir a localização mais econômica, mesmo que não seja aquela com diária mais barata. “Economizar em uma viagem à Europa começa por entender onde estão os custos mais relevantes naquele destino e planejar o roteiro com base nisso”, destaca Maria Fernanda. 

Optar pela baixa temporada é uma forma de economizar

A baixa temporada na Europa compreende os meses de fevereiro a maio e de setembro a novembro, momentos em que é comum a redução de preços. Maria Fernanda explica que as passagens aéreas e a hospedagem costumam concentrar a maior parte do orçamento. Com isso, viajar na baixa ou média temporada, ter flexibilidade de datas e comparar diferentes cidades de chegada e saída são maneiras de economizar.

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, sugere fazer a compra de passagens e a reserva da hospedagem com antecedência. “Pesquisar com um prazo entre três e seis meses pode ajudar a conseguir promoções.”

Seguro viagem é essencial

O seguro viagem é considerado fundamental no planejamento financeiro de quem viaja à Europa. Reinaldo explica que esta é uma forma de assegurar previsibilidade e tranquilidade em situações adversas, que podem ser desde um extravio de bagagem até um problema de saúde.

Tendo em vista que uma emergência médica no exterior pode custar caro, a recomendação é não abrir mão do seguro. “É uma forma de evitar mexer nas reservas financeiras ou comprometer o orçamento”, alerta.

Custos com alimentação e translado exigem atenção

Além do deslocamento na cidade destino, é comum que os viajantes aproveitem a estadia na Europa para visitar outros locais próximos. Por isso, na hora de calcular quanto dinheiro levar, é importante inserir o custo do translado. Uma dica é usar plataformas on-line para calcular valores. 

Maria Fernanda destaca que nem sempre a economia deve ditar as escolhas. “Se o visitante for se deslocar entre o aeroporto e a hospedagem, por exemplo, dependendo do horário de chegada, da quantidade de malas, do cansaço após voos longos ou de eventuais limitações de mobilidade, optar por um táxi ou transfer pode ser uma escolha mais coerente do que insistir no transporte público”, sugere.

Segundo ela, nem sempre visitar cidades próximas significa gastar menos. “Com a presença de companhias low cost e promoções frequentes, às vezes é mais barato voar entre países do que fazer deslocamentos terrestres longos.”

Os gastos com alimentação podem variar de acordo com as preferências do viajante. Quem opta por realizar refeições em fast foods ou comprar comida nos supermercados terá menos gastos do que quem escolher restaurantes mais refinados.

Mas para quem pretende investir na experiência gastronômica, Maria Fernanda dá a dica: “reservar algumas refeições em restaurantes escolhidos com critério, experimentar pratos emblemáticos e valorizar a culinária local pode enriquecer muito mais a viagem do que acumular atividades sem profundidade”.

O planejamento financeiro é essencial para realizar o sonho da viagem à Europa, pois significa fazer escolhas conscientes. “O essencial é entender o que realmente faz sentido para cada viajante. Economias pontuais podem parecer vantajosas, mas deixam de compensar quando comprometem significativamente o conforto, o tempo ou a qualidade da experiência.”

Nova exigência para quem vai à Europa

Além do passaporte, brasileiros que forem à Europa precisarão de um novo documento obrigatório, o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS), que será exigido a partir do último trimestre deste ano. 

O ETIAS permitirá a estadia de até 90 dias para fins turísticos, de negócios ou tratamento médico, sem que haja necessidade de visto. A solicitação do documento é feita de forma online, com preenchimento de um formulário eletrônico e pagamento de uma taxa.

Os países que exigirão o ETIAS são Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Itália, Polônia, Portugal e Suíça.