O Maranhense|Noticias de São Luís e do Maranhão

PlantãoÚltimas Noticias

Foguete  HANBIT-Nano explode após primeira tentativa de lançamento no Brasil

O primeiro foguete comercial lançado a partir de território brasileiro explodiu pouco mais de um minuto após o seu lançamento, nesta segunda-feira (22). 

Durante a transmissão do evento, apareceu a mensagem indicando que a equipe responsável identificou uma irregularidade durante o voo. O motivo da falha do lançamento ainda não foi esclarecido, segundo a CNN Brasil

O foguete HANBIT-Nano foi lançado  do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em uma operação inédita conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Após três adiamentos, a missão ocorreu às 22h13min.

O lançamento integrou a Operação Spaceward. A decolagem foi acompanhada em tempo real por equipes técnicas no CLA e por transmissões da empresa sul-coreana Innospace, responsável pelo desenvolvimento do foguete.

Por que o lançamento é inédito no Brasil?

Apesar de o Centro de Lançamento de Alcântara existir desde os anos 1980, o país nunca realizou um lançamento orbital comercial — antes da tentativa nesta segunda-feira (22). O principal entrave, por décadas, foi diplomático e regulatório, já que operações com empresas estrangeiras exigem acordos internacionais de proteção tecnológica.

Segundo Leonardi, a situação mudou após a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos, que permitiu a utilização comercial da base por operadores internacionais. 

A Innospace foi a primeira empresa a concluir todas as etapas técnicas e legais para lançar um foguete a partir de Alcântara.

Antes da autorização final, a FAB realizou uma série de verificações técnicas, incluindo pressão nos tanques de combustível, funcionamento dos sistemas de ignição, softwares embarcados e condições meteorológicas, como vento, chuva e descargas elétricas.

Atualmente, o Brasil trabalha no desenvolvimento de dois foguetes orbitais nacionais, o VLM, em parceria com a Força Aérea, e o MLBR, com a iniciativa privada. Ainda não há data para que esses veículos se tornem operacionais.

— Ainda não temos uma data de quando estarão prontos, mas estamos investindo para, em algum momento, termos um veículo lançador próprio — diz.

Em nota, a Força Aérea Brasileira informou que uma análise dos destroços será realizada e que investiga a anomalia que levou o foguete à queda.

Fonte: ZERO HORA