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FIES 2º Semestre 2026: O “Pulo do Gato” para quem quer a Faculdade ainda este Ano

Não conseguiu vaga no início do ano? O Fies 2º semestre de 2026 está chegando! Veja as novas regras, o teto de renda e como garantir seu financiamento com juros zero.

Se você é daqueles que olhou o resultado do Prouni ou do Sisu no começo do ano e sentiu aquele “balde de água fria”, respira fundo e não joga a toalha ainda não! O segundo semestre de 2026 está batendo na porta e, com ele, vem a segunda chance real oficial: o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Muita gente acha que o Fies é “só uma dívida”, mas, como economista, eu te digo: se bem utilizado, ele é um dos melhores investimentos em capital humano que você pode fazer. No cenário atual, com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, ficar parado não é uma opção. Mas ó, o jogo mudou um pouco e você precisa entender as regras para não dar cabeçada.

O Novo Fies e o “Cifrão” no Bolso

O governo deu uma repaginada no programa para focar em quem realmente precisa. A grande estrela continua sendo o Fies Social, que destina vagas com 100% de financiamento para quem tem renda familiar per capita de até meio salário-mínimo e está no CadÚnico.

Mas e para o resto da galera? A regra geral continua firme: você precisa ter feito qualquer Enem desde 2010, com média mínima de 450 pontos e, pelo amor de Deus, não pode ter zerado a redação. A renda limite é de até 3 salários mínimos por pessoa.

Por que ficar de olho nas datas?

Diferente de outros anos, os prazos agora são “vapt-vupt”. O edital costuma sair ali pelo final de julho. Se você bobear, perde a janela e só ano que vem. O segredo é já deixar configurada a conta Gov.br no nível Prata ou Ouro, porque sem isso você nem entra no sistema sisfies aluno em que faz todo o processo.

Outro ponto que o pessoal do InfoMoney e do Valor Investe sempre destacam — e eu assino embaixo — é a questão da sustentabilidade da dívida. No Fies atual, os juros são zero para a faixa de menor renda, e as parcelas só começam a pesar de verdade quando você já está formado e trabalhando. É o que chamamos de “pagamento condicionado à renda”. Se não tiver emprego, paga só o mínimo. Justo, né?

Dicas de Ouro para se dar bem

Escolha o curso com estratégia: Algumas áreas como Medicina e Engenharias têm tetos de financiamento específicos (em Medicina chega a cerca de R$ 60 mil por semestre).

Cuidado com o fiador: A menos que você se encaixe nas regras de isenção (como bolsistas parciais do Prouni), já vá pensando em quem vai segurar essa barra com você.

No fim das contas, o Fies é uma ferramenta de mobilidade social. Não é “dinheiro de graça”, mas é o crédito mais barato que você vai encontrar na vida para investir em você mesmo.

Perguntas Frequentes sobre o Fies(FAQ)

1. Quem tem bolsa parcial do Prouni pode usar o Fies? Com certeza! Inclusive, essa é uma das melhores jogadas. Você usa o Prouni para pagar 50% e o Fies para financiar os outros 50%. E o melhor: nessa modalidade, você geralmente fica dispensado de apresentar fiador.

2. Posso usar a nota de qualquer Enem? Sim, desde que tenha sido de 2010 para cá. O sistema vai considerar automaticamente a sua melhor nota para te classificar, o que ajuda muito quem teve um desempenho melhor em anos anteriores.

3. Qual o valor máximo que o Fies financia por semestre? Atualmente, o teto geral gira em torno de R$ 42,9 mil por semestre para a maioria dos cursos. Para Medicina, o valor é maior, podendo chegar a R$ 60 mil. Se a sua mensalidade for maior que isso, você terá que pagar a diferença do próprio bolso.

4. O que acontece se eu não conseguir emprego depois de formado? Essa é a grande vantagem do “Novo Fies”. Se você não tiver renda após a formatura, o pagamento das parcelas será feito com base no valor mínimo (taxas operacionais). A cobrança maior só acontece quando você entra no mercado formal de trabalho.

5. Posso trocar de curso depois de contratar o Fies? Pode, mas tem regras chatas. Geralmente, você só pode transferir de curso uma única vez e desde que não tenha passado de 18 meses do início do contrato. Além disso, a faculdade de destino precisa aceitar a transferência do financiamento.

Quer saber mais sobre como planejar sua vida financeira na faculdade? Continue acompanhando nossas notícias!