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Estudantes do SESI-MA usam tecnologia para gerar impacto social

Escuderia Spartacus, da STEM Racing, representará o estado no Festival SESI de Educação em março

SÃO LUÍS – Além de projetar e prototipar minicarros que são capazes de alcançar grandes velocidades, as equipes da categoria STEM Racing desenvolvem projetos sociais que geram impacto real em comunidades locais. No Torneio SESI de Robótica – Regional Maranhão, a equipe Spartacus, da escola SESI São Luís, conquistou o 1º lugar na categoria e garantiu vaga para representar o estado no Festival SESI de Educação, etapa nacional do torneio que acontece em São Paulo, de 4 a 8 de março.

Na categoria STEM Racing, as equipes desenvolvem projetos sociais que ampliam o alcance da robótica para além da pista. Na competição, que é promovida pelo Serviço Social da Indústria (SESI), os alunos do SESI-MA têm se destacado pelo poder de transformação de suas iniciativas, que integram sustentabilidade, responsabilidade social e valorização cultural.

A equipe Spartacus, que representará a escola SESI São Luís na etapa nacional do torneio, desenvolveu o projeto Eco Renda, que une sustentabilidade, inovação e valorização do artesanato local. A iniciativa nasceu a partir do contato com comunidades que trabalham com a renda de bilro em São Luís, uma técnica tradicional que utiliza pequenos instrumentos de madeira para entrelaçar fios.

Os estudantes identificaram uma problemática recorrente: a escassez de materiais. A solução encontrada foi o desenvolvimento de um protótipo que transforma materiais recicláveis em fios que podem ser utilizados na confecção das rendas. “Em São Luís, poucas comunidades trabalham com a renda de bilro. Nosso projeto reaproveita garrafas PET, por exemplo, para a produção de peças artesanais”, explicou Maria Lins, 16.

Completando o pódio da categoria, estão as escuderias Ragnar e Pugnator, também da escola SESI São Luís. Além de 3ª colocada, a equipe Pugnator conquistou as premiações de gestão de projeto e projeto social com o projeto Raízes Vivas. A partir de pesquisas sobre alternativas naturais que auxiliam no tratamento de crianças com diagnóstico de dermatite atópica, os estudantes identificaram o potencial do óleo de andiroba, produzido no município de Nina Rodrigues (MA). 

“Nós conversamos com comunidades do município para entender como funcionava o processo de plantação, extração e produção do óleo. Nosso objetivo é levar o óleo de andiroba a essas crianças para tornar o tratamento menos doloroso”, explicou Maria Luísa Camões, 18 anos.

Unindo a valorização da cultura maranhense e a sustentabilidade, a equipe Ragnar, que ficou em 2° lugar na categoria na etapa regional do torneio, apresentou o projeto “O Som do Povo pela RAG”. A partir de materiais recicláveis, os estudantes produziram instrumentos musicais que são utilizados em apresentações de grupos artísticos maranhenses. “O Maranhão é um estado extremamente rico culturalmente, mas muitas vezes essa grandiosidade não é valorizada. Com o nosso projeto queremos fortalecer a cultura maranhense e incentivar uma nova forma de olhar para o descarte de resíduos na cidade”, destacou Erika Soares, 15.

A superintendente regional do SESI Maranhão, Regina Sodré, destaca que a robótica vai além do desempenho técnico e da competição. “Mais do que construir protótipos, os estudantes são desafiados a pensar em soluções que dialoguem com a realidade das comunidades. Os projetos despertam o pensamento crítico, estimulam a criatividade e fortalecem o trabalho em equipe, mostrando que a educação tecnológica também é uma ferramenta de transformação social”, ressaltou. Também conquistaram vaga para a etapa nacional três equipes da categoria FLL e uma na modalidade FTC.