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Estudantes de Coelho Neto (MA) chegam à semifinal do Solve for Tomorrow com plataforma de IA para analisar desigualdades educacionais

Estudantes do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) em Coelho Neto (MA), estão entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Os alunos desenvolvem o projeto ‘ATLAS Escolar: Dados Públicos para Diagnóstico das Desigualdades Educacionais’, uma plataforma digital que propõe integrar e organizar dados públicos relacionados à educação para facilitar a compreensão dos desafios das escolas e redes de ensino. A ideia parte da existência de um grande volume de informações disponibilizadas por órgãos públicos para fins de pesquisa e acompanhamento da educação brasileira. A equipe pensou então em uma ferramenta capaz de transformar os chamados microdados em informações mais acessíveis. 

Professor de Robótica e responsável por disciplinas relacionadas à tecnologia, o orientador da equipe, Erick MacGregor Santos Lima, identificou a possibilidade de ampliar a experiência para um projeto voltado à realidade educacional da própria comunidade. “Quando conheci o Solve for Tomorrow, pensei em levar esse conhecimento para um projeto que envolvesse Inteligência Artificial, dados públicos e a própria escola, que é o ambiente em que estamos inseridos”, explica.

A proposta do ATLAS Escolar é reunir os dados, realizar o tratamento das informações e apresentá-las de maneira mais visual e intuitiva. A plataforma deverá contar com dashboards, gráficos e recursos de consulta que permitam observar indicadores educacionais em diferentes recortes territoriais. A equipe também trabalha no desenvolvimento de um modelo de IA capaz de analisar os dados e gerar diagnósticos sobre a realidade educacional de determinada região.

Com a ferramenta, a equipe pretende facilitar o acesso às informações para diferentes públicos, incluindo gestores e secretários de educação, professores e pesquisadores. A partir da identificação de indicadores e possíveis desigualdades, os dados poderão contribuir para compreender melhor os desafios de cada localidade e apoiar a definição de estratégias para ampliar o acesso e a qualidade da educação.

Dividido em diferentes frentes, o grupo tem trabalhado na construção do sistema e das interfaces, bem como tratamento das bases, análise de dados e desenvolvimento dos recursos de Inteligência Artificial. Dessa forma, a construção do projeto envolve conhecimentos de programação, desenvolvimento web, integração de sistemas e aprendizado de máquina.

“Para alunos do ensino médio, é um contato bastante avançado com tecnologia. Os estudantes atuam na integração de APIs e desenvolvimento de um sistema web completo, conhecimentos que muitas vezes só aparecem no ensino superior. Além das habilidades técnicas, os jovens exercitam o trabalho em equipe, proatividade e a capacidade de buscar soluções por conta própria”, destaca Erick.

A experiência também aproxima os estudantes da pesquisa científica e de possibilidades profissionais na área de tecnologia. Para o professor, esse contato precoce com ferramentas e metodologias científicas e tecnológicas pode contribuir tanto para a formação profissional quanto para despertar o interesse dos jovens pela continuidade dos estudos e pela pesquisa.

“O ATLAS Escolar evidencia o potencial de unir dados públicos, tecnologia e Inteligência Artificial para tornar informações complexas mais úteis para a sociedade. Ao desenvolver uma ferramenta que pode apoiar a leitura da realidade educacional, os estudantes demonstram que a tecnologia pode ser aplicada a desafios concretos e contribuir para tomadas de decisões assertivas e estruturadas. É esse tipo de protagonismo, baseado em conhecimento e na busca por soluções, que o Solve for Tomorrow procura estimular”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“A escola pública também é um espaço de produção de conhecimento sobre a realidade. O ATLAS Escolar parte dessa perspectiva ao mobilizar dados públicos para compreender as desigualdades educacionais e transformá-los em informações mais acessíveis. Ao fazer isso, os estudantes desenvolvem uma leitura crítica da educação e mostram como ciência e tecnologia podem contribuir para qualificar decisões e fortalecer as políticas públicas”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Atualmente em período de mentorias com os especialistas do Solve for Tomorrow, a equipe se prepara para integrar os dados às interfaces desenvolvidas para transformar o protótipo em uma plataforma funcional e navegável. “Estamos muito felizes com a experiência. As mentorias trazem um olhar técnico de quem está de fora e consegue enxergar o projeto de uma maneira diferente. Isso tem sido muito útil para a equipe e tem contribuído para que possamos avançar no desenvolvimento da solução”, afirma o professor.

A participação na semifinal também representa, para a equipe, uma oportunidade de ampliar seus horizontes acadêmicos e profissionais, além de mostrar o potencial da pesquisa desenvolvida em uma escola pública do interior do Maranhão. “Estar na semifinal é uma forma de mostrar que também fazemos pesquisa de qualidade. Eles estão verdadeiramente comprometidos com o trabalho, e isso o torna consistente, organizado e com potencial de impacto”, finaliza Erick.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil?

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil?

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 17 de agosto a 2 de outubro: Mentoria para as equipes semifinalistas
  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria