Dor abdominal e diarreia persistente podem indicar doenças intestinais graves
Rede HU Brasil aproveita o Maio Roxo e o Maio Verde para orientar sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos que devolvem qualidade de vida
São Luís (MA) – O Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA) , administrado pela Rede HU Brasil, no mês de maio, reforça duas campanhas de conscientização que têm em comum o objetivo de alertar para doenças que afetam o sistema digestivo e comprometem a qualidade de vida de centenas de brasileiros. O Maio Roxo chama atenção para as doenças inflamatórias intestinais (DII), doença de Crohn e retocolite ulcerativa, enquanto o Maio Verde foca na prevenção da doença celíaca. Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso dos tratamentos.
Crohn e retocolite: inflamação crônica que vai além do intestino
As DII são condições crônicas que impactam o trato gastrointestinal, cuja origem está em uma desregulação do sistema imunológico. O organismo passa a produzir células de defesa que atacam o próprio intestino, levando a um processo de inflamação crônica. A doença de Crohn pode acometer o trato digestivo da boca ao ânus. Os sintomas mais comuns que levam o paciente a buscar atendimento são dor abdominal e diarreia. Sinais de alarme incluem despertar noturno por dor ou diarreia, presença de sangue nas fezes, perda de peso inexplicada, febre e manifestações extraintestinais como dores articulares, inflamações oculares e lesões de pele.
Doença celíaca exige dieta rigorosa e atenção à contaminação
Rosilma Gorete, coloproctologista do HU-UFMA, esclarece que a doença celíaca é uma desordem sistêmica autoimune que ocorre após a ingestão de glúten, uma proteína que está presente no trigo, centeio e na cevada. “A diferença entre a doença celíaca e a intolerância ao glúten é imunológica e estrutural. A sensibilidade ao glúten não celíaca gera sintomas gastrointestinais e sistêmicos após o consumo, mas sem os marcadores autoimunes ou lesão tecidual”, descreve. Por isso, na doença celíaca, o sistema de defesa do corpo ataca o próprio intestino.
Até o momento, o único tratamento comprovado para a doença celíaca é a dieta totalmente isenta de glúten, por toda a vida. Isso inclui atenção à contaminação cruzada em utensílios, panelas e fornos. “Existem pesquisas promissoras envolvendo enzimas para digerir fragmentos tóxicos do glúten, além de vacinas de tolerância imunológica, mas nenhuma delas substitui a restrição alimentar na prática clínica atual”, ressalta Rosilma. No HU-UFMA, as DII são atendidas pela gastroenterologia e coloproctologia, com suporte cirúrgico para os casos mais graves.
Sobre a HU Brasil
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
