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Dietas sem acompanhamento podem provocar déficit de nutrientes

Cansaço, falta de energia, acordar cansado mesmo após uma noite de sono, irritabilidade, intestino que não funciona de forma adequada, inchaço abdominal, excesso de gases. Esses são alguns fatores que podem surgir a partir da adoção de dietas restritivas, impactando na rotina e no bem-estar.

Regimes sem acompanhamento costumam ser impulsionados pelas redes sociais, por promessas de resultados rápidos e pela falta de acesso a informação de qualidade. Muitos deles resultam em restrições alimentares severas, como cortes drásticos de carboidratos, exclusão de grupos alimentares das refeições e jejuns prolongados.

Essas práticas expõem a riscos, como déficit de nutrientes essenciais para a saúde do organismo, desaceleração do metabolismo e um longo processo de recuperação.

Segundo informações do Hospital Sírio-Libanês, quando o organismo sente que está em perigo diante de uma restrição severa, ele diminui o gasto energético basal. É quando a perda de peso estaciona. Ao voltar a comer, o corpo armazena muito mais, e o reganho ocorre. Pesquisas indicam que dietas de baixo valor calórico podem reduzir a quantidade de calorias que o corpo queima em até 23%, com efeitos que tendem a persistir mesmo após o fim da dieta.

Com relação à nutrição, dados publicados na Revista Brasileira de Epidemiologia mostram que a deficiência no consumo de micronutrientes é um problema de saúde global, atingindo cerca de 2 bilhões de pessoas, e figura como o terceiro fator de risco prevenível de doenças e agravos não transmissíveis. No Brasil, o estudo Brazos identificou ampla inadequação no consumo de vitaminas A (50%), C (80%), E e D (99%).

O corpo inteiro sente

A privação de lipídios, as gorduras boas, e minerais compromete o funcionamento cardiovascular e neurológico. Ferro, vitamina B12, zinco, selênio e magnésio participam de centenas de processos biológicos, do transporte de oxigênio à síntese de proteínas e à imunidade. A deficiência causa fadiga extrema, queda de cabelo, unhas frágeis, dificuldade de concentração e maior vulnerabilidade a infecções.

Revisão publicada na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (Rease) concluiu que dietas restritivas, embora eficazes metabolicamente a curto prazo, podem comprometer a saúde mental e a diversidade microbiana, afetando a produção de neurotransmissores pelo eixo intestino-cérebro.

É nesse cenário que a reposição orientada ganha protagonismo, gerando a recuperação metabólica. A combinação de suplementos voltados para a saúde cerebral e cardiovascular atua no organismo de forma a manter o equilíbrio nutricional na rotina diária.

“O ômega 3 é um bom exemplo, pois seus principais ácidos graxos, EPA e DHA, possuem funções complementares. O EPA está mais associado à modulação da resposta inflamatória e à saúde cardiovascular, enquanto o DHA tem papel importante na estrutura e no funcionamento do cérebro, contribuindo para a saúde cognitiva. Dessa forma, uma suplementação adequada pode complementar a alimentação e fornecer nutrientes importantes para diferentes funções do organismo”, explica o nutricionista Pedro Ferrão.

Para quem busca o melhor ômega 3, focado no combate à inflamação e ao estresse celular, a análise do rótulo é decisiva. Segundo o nutricionista, é importante observar a quantidade de cada nutriente por dose e não apenas a quantidade total do produto. Também é importante verificar a forma do nutriente, a dose recomendada e se ela é adequada ao objetivo.

“No caso do ômega 3, vale observar principalmente as quantidades de EPA e DHA por dose, e não apenas a quantidade total de óleo de peixe. A orientação de um nutricionista ajuda a definir a dose mais adequada para cada necessidade”, afirma Ferrão.

Tecnologia a serviço da recuperação metabólica

O segmento de nutrição também evoluiu para atender quem precisa reconstruir o organismo após períodos de restrição. É o caso do conceito de sinergia entre nutrientes Bio Synergy, que desenvolve fórmulas com alta taxa de absorção para momentos de recuperação metabólica.

A proposta do suplemento alimentar, adotado pela Bigens, é combinar nutrientes que potencializam a ação uns dos outros, garantindo que o organismo aproveite cada substância de forma mais eficiente, um avanço relevante diante da constatação de que a ingestão inadequada de vitaminas e minerais independe de classe social e afeta a dieta padrão do país.