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Dia Mundial de Combate ao Câncer: conscientização e educação sobre a doença

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é comemorado anualmente em 4 de fevereiro.  A data, coordenada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), é uma campanha de utilidade pública que busca o aumento da conscientização e da educação sobre o câncer.

Como uma ação especial para 2021, a UICC lança este ano o Desafio dos 21 dias, com o título “Eu sou, eu vou: Juntos, todas as nossas ações são importantes”, e destaca que o “eu” não significa somente indivíduos, mas qualquer cidade, organização ou entidade que queira participar do esforço de conscientização e educação sobre a doença. A campanha estimula também iniciativas que diminuam os índices de câncer no mundo.

Os 21 desafios estabelecidos na campanha da UICC são: Coloque cor no seu prato; Cheque sua caderneta de vacinação; Pratique meditação em movimento; Não esqueça o protetor solar; Faça um brinde saudável; Se conheça!; Durma bem; Treine como campeões; Abra seus ouvidos; Elogie alguém; Ria em voz alta; Aposte na salada, de olho na sua saúde; Dedique-se às amizades; Faça algo diferente; Quem canta seus males espanta; Mexa-se; Relaxe; Coloque fibra em sua vida; Não faça nada e Agradeça.

Para a médica oncologista, da Rede Hapvida Saúde, Anna Claudia Oliveira Silva, o câncer é uma proliferação desordenada de células que competem com os tecidos normais do corpo e que causam nos paciente diversos sintomas, variando seus efeitos de acordo com o local do corpo que ele atinge.

“No Brasil, assim como na maioria dos países o câncer de pele não melanoma, são os mais recorrentes na população, e tem como principal fator de risco a exposição solar, seguido  câncer de próstata e o câncer de mama, com previsão de 65 mil casos por ano cada um”, diz a médica.

Em relação a prevenção, a oncologista orienta que a evitar bebidas alcoólicas, cigarro, esse são fatores de risco para a maioria dos cânceres. “Temos  fatores genéticos, sedentarismo, alimentação rica em gorduras, alimentos embutidos, o tabagismo e o etilismo são os principais fatores para o desenvolvimento de um câncer”.

Maria Oliveira, é contadora, tem 60 anos. Ela descobriu um câncer de mama aos 33 anos amamentando o segundo filho.

“Foi um susto, até hoje tenho dificuldades de falar sobre o assunto, percebi um caroço no seio esquerdo e sentia dor ao amamentar. Quando fui diagnosticada com o câncer, foi tudo muito rápido, minha cirurgia foi muito complicada, a recuperação foi lenta, mas eu sobrevivi. Hoje me cuido, faço acompanhamento médico a cada seis meses e aconselho meus familiares a monitorar a saúde”, orienta Maria.

A prevenção ajuda no diagnóstico precoce da doença. A médica, Anna Claudia Oliveira Silva explica que é dependendo do sexo e da faixa etaria existem exames especificos.

“Para as mulheres a partir de 25 anos é necessário fazer citologia oncótica para pesquisar se tem indícios de câncer de colo de útero, esse exame é feito anualmente. Para mulheres com mais de 40 é preciso fazer mamografia. Para os homens a partir de 45 com fatores de risco temos o PSA (Antígeno Prostático Específico) para detectar o câncer de próstata”.