.

Dia do Empreendedorismo Feminino: momento de celebração ou reflexão?

As Nações Unidas, em conjunto com instituições de incentivo às mulheres que criam e lideram seus próprios negócios ao redor do mundo, instituíram o dia 19 de novembro como uma data anual para comemorar e gerar reflexões sobre o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino. Porém, em 2021, temos mais a comemorar ou refletir?

Alguns dados podem ilustrar avanços – muito por conta da força de vontade das mulheres – enquanto outros mostram a necessidade de olhar com mais atenção e preocupação o cenário de desigualdade em pleno século XXI.

Uma pesquisa realizada pela Rede de Mulheres Empreendedoras, instituição que possui mais de 500 mil mulheres cadastradas e oferece orientações sobre abertura de empresa e fortalecimento no mercado, aponta que em 2020 houve um crescimento de 40% no empreendedorismo feminino, com um maior número centrado na faixa entre 22 a 35 anos. 54% dessas mulheres investiram na abertura de uma nova empresa. Os setores de alimentação, beleza e moda foram os mais destacados dentro desses números.

Segundo os levantamentos do Sebrae, 24 milhões de mulheres são donas de empresas no Brasil. A proporção de novos negócios com menos de 3 anos e meio é maior, com 15,4% contra 12,6% entre os homens.

Se no cenário de abertura de novos negócios e empresas os dados são positivos, na média de rendimento mensal a preocupação continua a mesma de anos anteriores. As empreendedoras faturam, em média, R$ 1.831 por mês, enquanto a média geral dos empreendedores brasileiros é de R$ 2.344.

Os desafios

A professora do Núcleo de Negócios da Facimp Wyden e empreendedora desde 2017, Adriana Queiroz, lidera o Instituto de Educação Corporativa, que faz consultoria de gestão estratégica de pessoas, com palestras e atendimentos na área de coaching. Ela comenta que o empreendedorismo para a mulher é algo que exige muita coragem, atitude e ausência de medo, pois os riscos e incertezas são constantes.

“Meus maiores desafios e dificuldades como empreendedora foram os recursos financeiros e o apoio das pessoas próximas, que não acreditavam em mim. Isso me desanimou muito e resultou no fechamento do escritório. Mas não desisti, montei o escritório em casa e passei a usar o meio digital para divulgar meu trabalho, o que me deu muita visibilidade. Hoje posso dizer que consegui e mantenho o negócio estável e nem mesmo os desafios da pandemia prejudicaram o meu empreendimento”, destaca Adriana.

Empoderamento Feminino

Adriana dá cursos e palestras voltadas para o empoderamento feminino, compartilhando experiências e mostrando estratégias necessárias para o sucesso.

Ainda neste mês, no dia 25 de novembro, no auditório do Hotel Ibis, a partir das 19h, a professora do Núcleo de Negócios da Facimp Wyden ministrará o curso “Mulher Diamante” voltado exclusivamente para mulheres, abordando temas como sucesso profissional, auto estima, inteligência emocional, resiliência, entre outros.