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Defesa Civil reforça medidas de apoio às comunidades mais afetadas pelas chuvas

O período de chuvas no Maranhão se intensifica nos meses de março e abril, quando as chuvas são mais fortes. Os três municípios mais atingidos são Imperatriz, Trizidela do Vale e Pedreiras, segundo levantamento da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Maranhão (CEPDECMA). Por conta da situação nestes locais, as equipes permanecem com ações para amenizar os prejuízos, somar com as prefeituras e prestar a devida assistência às famílias atingidas.

Para auxiliar no acolhimento às famílias afetadas pelas chuvas, a CEPDECMA mantém um plano de ação nas regiões mais demandadas. O trabalho inclui monitoramento climatológico diário nos municípios de maior ocorrência histórica de desastres hidrológicos, como inundações, alagamentos e enxurradas; e a distribuição de cestas de alimentos às famílias.

Nas cidades de Trizidela e Pedreiras, as comunidades ribeirinhas estão prejudicadas por influência do Rio Mearim. Boletim mais recente da CEPDECMA aponta que, nos últimos dias, o rio baixou consideravelmente, ficando na média de 4 metros, que se mantém. Apesar da baixa, as equipes da Defesa Civil decidiram permanecer nas regiões, informou o tenente-coronel Sandro Amorim, que coordena os trabalhos. 

O comandante reitera que são vários os históricos de baixa do rio, mas que, com as primeiras chuvas, a volta da cheia é bem mais forte. “Portanto, o trabalho prossegue até que a gente perceba que o rio não voltará a subir”, afirmou o tenente-coronel Amorim. A estrutura da Defesa Civil nos locais conta com abrigos e equipamentos para o trabalho de resgate, realocamento e outros apoios.

Em Imperatriz, a influência vem do Rio Tocantins que, a cada cheia, afeta centenas de famílias ribeirinhas na região. O efetivo foi reforçado para apoiar os trabalhos na região. Somam 15 pessoas a mais, entre militares e membros do Corpo de Bombeiros. “Mas, não vamos desmobilizar. Vamos permanecer nos locais mais afetados para prestar total auxílio às comunidades”, reforça o comandante Amorim.

O monitoramento é realizado a partir das informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As Defesas Civis municipais também colaboram no acompanhamento presencial e nas ações para controle de ocorrências, repassando à CEPDECMA qualquer alteração.