Confira os cuidados para evitar golpes nas compras online

Com intuito de conscientizar a população sobre seus direitos, o Mês do Consumidor se tornou oportunidade para as marcas oferecerem promoções durante o mês de março. As pessoas, no entanto, devem ficar atentas às falsas ofertas. De acordo com o último mapeamento feito pela BigData Corp, a pedido da Serasa Experian, mais de 40% dos sites do país não estão seguros. A estatística representa um total de 7,2 milhões de endereços.

Para Kaleb Mariano, advogado especialista em direito constitucional e coordenador do curso de Direito da Faculdade Pitágoras de São Luís, as campanhas fraudulentas na internet, acontecem principalmente via e-mail, SMS, onde os consumidores estão sujeitos com mais facilidade nestes golpes. “A partir destas condições atraentes, os criminosos costumam conseguir informações sigilosos, que vão desde o acesso aos dados pessoais como nome e CPF até aplicações bancárias e cartões de crédito”, comenta Kaleb.

Segundo o advogado, períodos promocionais como a Semana do Consumidor e Black Friday são uma ótima oportunidade para os criminosos ampliarem esse tipo de captação de diversas formas. Uma delas, que se tornou muito comum ao longo dos anos, está nos sites que pedem informações pessoais antes mesmo de adicionar algo ao carrinho de compras.

“É preciso ter muita atenção e cuidado na hora do fornecimento de dados pessoais nas compras on-line, pois só em 2020, foram mais de 244 milhões de compras que foram checadas, com a possibilidade de ações criminosas. É preocupante, pois mostra a vulnerabilidade, que possibilitam a criação de perfis falsos, realizar compras em nome da vítima e até mesmo solicitar empréstimos bancários”, enfatiza o coordenador de Direito da Pitágoras de São Luís.

Como denunciar?

Caso o consumidor seja alvo de ações fraudulentas, as denúncias podem ser realizadas por meio do site https://www.consumidor.gov.br/. Vigente desde 2014, a plataforma de fácil acesso é uma oportunidade de o indivíduo pesquisar sobre a empresa e reportar as ações criminosas. Basta preencher um formulário disponível no site e encaminhar ao órgão.

Outra possibilidade é acionar o Procon da sua cidade e relatar o transtorno ocorrido durante sua compra on-line. Para isso, procure o site da entidade de seu estado e reúna o máximo de informações possíveis, como prints, troca de mensagens e e-mails que comprovem o ocorrido.