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Comissão de Gestão Ambiental do MPMA discute a implementação de práticas sustentáveis

A Comissão de Gestão Ambiental do Ministério Público do Maranhão realizou, na manhã desta quarta-feira, 17, uma reunião para discutir a adoção de práticas sustentáveis no ambiente de trabalho. A reunião contou com a presença do procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, e do promotor de justiça do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural, Luís Fernando Cabral Barreto Júnior.

A presidente da Comissão e procuradora de justiça, Mariléa Campos, iniciou a discussão abordando as medidas que estão sendo adotadas a fim de promover a sustentabilidade nos espaços do MPMA. Mariléa Campos destacou o projeto que prevê a implantação, na área externa da PGJ, de uma feira de alimentos naturais.

“Estamos trabalhando para uma realização semanal de uma feira que ofereça alimentos naturais, tendo em vista a promoção da consciência ambiental especialmente sobre um setor básico que é a alimentação”, disse a procuradora de justiça.

Mariléa Campos também falou sobre a iniciativa do Poder Legislativo estadual que propõe a atualização do Código de Proteção do Meio Ambiente do Maranhão, instituído em 1993. “A atualização do Código será discutida por uma equipe de juristas, que eu também farei parte. A discussão é muito importante, especialmente vinda do Poder Legislativo, que terá o papel de abalizar tal legislação”, destacou Mariléa Campos.

Eduardo Nicolau falou sobre a importância do debate sobre as medidas ambientais, bem como das iniciativas já implementadas pela Comissão. “A discussão que estamos promovendo, para além do Ministério Público, tem o objetivo de contribuir para a adoção de medidas sustentáveis em São Luís, como a arborização da cidade, bem como o desenvolvimento da consciência ambiental de todos, começando por pequenas ações no nosso cotidiano”, ressaltou o procurador-geral de justiça.

O promotor de justiça Fernando Barreto fez uma abordagem histórica sobre o movimento ambientalista e as discussões surgidas desde a década de 1960, quando a iniciativa ganhou maior projeção internacional. Também foi ressaltada por ele a necessidade de difusão da ideia de que a causa ambiental “não é apenas uma questão de ambientalistas, mas de todos os cidadãos”.

“É importante frisar que os problemas ambientais não devem ficar circunscritos apenas aos ambientalistas. São demandas que devem fazer parte do cotidiano de todos. Assim, através do reforço de que pequenas atitudes fazem diferença, poderemos contribuir para a resolução dos problemas, em que os impactos serão sentidos daqui a algumas gerações”, disse o promotor de justiça.

A reunião também teve a presença da professora do curso de Agronomia da Universidade Estadual do Maranhão e orientadora do projeto Café Sustentável (uma parceria do MPMA com a Uema), Ariadne Enes Rocha. Ela falou sobre as medidas de preservação ambiental, no âmbito das instituições, que já estão em tramitação.

“O Café Sustentável já está no processo de produção das mudas de plantas que serão também utilizadas no projeto `Estacionamento Verde`, que prevê a doação dessas plantas para as instituições que aderirem a essa iniciativa, tendo em vista a arborização desses espaços”, disse a professora universitária.

A reunião teve, ainda, a presença do diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais, José Márcio Maia Alves, do diretor-geral da PGJ, Júlio César Guimarães, além de servidores e coordenadores que integram a Comissão.