Agosto Lilás: Centros Socioeducativos da Funac encerram campanha para alertar sobre a violência contra a mulher

A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), realizou nos Centros Socioeducativos localizados na região metropolitana da Grande São Luís, Timon e Imperatriz, atividades alusivas ao Agosto Lilás para os socieoducandos e familiares.

No Centro Socioeducativo de Semiliberdade de Timon, os socioeducandos e familiares participaram de uma roda de conversa sobre feminicídio, para que possam prevenir e identificar as agressões: físicas, psicológica, sexuais, morais e patrimoniais. Sobre a campanha Agosto Lilás foi realizado o concurso de paródia e o socioeducando com a melhor paródia foi premiado com uma camisa do time de sua torcida.

Com o tema Papo de homens, realizado em alusão ao Agosto Lilás, uma roda de conversa sobre assédio moral e sexual e situações rotineiras que as mulheres passam no dia a dia. Esse evento aconteceu no Centro Socioeducativo de Semiliberdade Cidadã (CSSC), em Imperatriz.

Para a coordenadora técnica do CSSC, Martha Carvalho, é importante desmistificar os conceitos equivocados e construídos culturalmente ao longo dos anos sobre as mulheres. “Independentemente da roupa que a mulher usa ela precisa ser respeitada, e não ser tratada como mercadoria. Os adolescentes, foram bem participativos e puderam refletir como suas atitudes podem comprometer, perturbar, constranger ou afetar a dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador para a mulher”, comenta Martha Carvalho.

A diretora do CSSC, Geriane Silva, considera a temática relevante para ser trabalhada com os adolescentes. “É importante conscientizá-los sobre a valorização da mulher. Foi um momento em que eles puderam tirar algumas dúvidas sobre os tipos de violência e compreender que toda e qualquer forma de agressão é um crime passível de punição previsto em leis”, afirma.

Autoestima

No CSSC também teve uma palestra com a coach e diretora da Mary Kay, Rose Figueiredo, ocasião em que ressaltou que a autoestima determina nosso comportamento e explica muitas de nossas atitudes e sentimentos. “A preocupação em cuidar da autoestima está presente em todas as pessoas como uma busca para ser feliz. Como tudo em nossa vida, ela também deve estar em equilíbrio”, afirma Rose.

Lei

Os socioeducandos do Centro Socioeducativo de Internação Provisória da Região dos Cocais (C.S.I.P.R.C), em Timon, aprenderam sobre a Lei 11.343/2006 – Maria da Penha, com exibição de vídeo e uma roda de conversa facilitada pela advogada Catarina Rodrigues, que relacionou a vida da mulher que inspirou a criação da lei, para uma reflexão sobre as relações familiares antes de sua criação e os avanços que ela trouxe. 

De acordo com o diretor do C.S.I.P.R.C, Lívio Araújo, é de suma importância trabalhar a temática tanto para os adolescentes em cumprimento de medida cautelar, quanto para os familiares. “Agosto Lilás é uma bandeira nossa e é necessário que conheçam a Lei Maria da Penha e a quem recorrer em caso de violência. No contexto atual, a palestrante destacou a importância de denunciar as situações de violação de direito, com mecanismos como o Disque 100 e a Lei Maria da Penha”, destaca.

O Centro Socioeducativo Florescer (CSF), em São Luís, realizou uma roda de diálogo sobre o Agosto Lilás com dinâmica, exibição de vídeos e apresentação de slides com abordagem da campanha. As socioeducandas aprenderam sobre a Lei Maria da Penha, tipos de violência praticadas, sobre a rede de atendimento e o aumento da violência contra mulher nesse período de pandemia.

“As socioeducandas interagiram e trouxeram relatos já vivenciados na família ou com amigas. Algumas não tinham conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e a partir da abordagem compreenderam a importância da mesma, os efeitos legais e de que o problema é de todos nós”, destaca a diretora do C.S.F, Miriam Machado.

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