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Acusado de feminicídio será julgado em São João Batista

A Vara Única da Comarca de São João Batista vai julgar um homem acusado de um crime que chocou a população da cidade. No banco dos réus, Valdeilson Rocha Sousa, acusado de crime de feminicídio praticado contra Dulcimara Pinto Ferreira. Ele teria matado a mulher com um tiro de espingarda, enquanto ela segurava uma criança no colo. O tiro disparado pelo acusado atingiu a cabeça da mulher, com quem vivia maritalmente. Ele ainda é acusado de crimes de ameaça, sequestro e posse ilegal de arma de fogo. A outra vítima do acusado é Carlos Felipe Pinto.

A denúncia conta que, em 25 de julho do ano passado, no Povoado Arrebenta, localidade da zona rural de São João Batista, o acusado, conhecido como ‘Manco’, teria desferido um tiro fatal em Dulcimara. Segue narrando que o denunciado estava na casa de sua mãe, junto com a mulher, quando o irmão e o tio da vítima a convidaram para ir a uma festa. Quando conversavam com Dulcimara sobre a festa, foram interrompidos por ‘Manco’, que disse que a mulher não iria a lugar algum, deixando-a constrangida. Incomodado com a intromissão agressiva de Valdeilson Sousa, o irmão da vítima disse que ela iria sim, momento em que Valdeilson ameaçou o adolescente com uma arma de fogo, do tipo espingarda, que possuía dentro do seu quarto, ameaçando dispará-la, mas foi impedido por sua mãe.

MORTA COM O FILHO NO COLO

Segue relatando que, após aparentemente as coisas terem se acalmado, o acusado ficou no quarto sozinho com Dulcimara Ferreira Pinto, momento em que teria disparado a arma de fogo na direção da mulher, assassinando-a com um tiro na cabeça, ainda com a criança de apenas seis meses de vida no colo. Após o cometimento do crime o denunciado evadiu-se do local, permanecendo foragido por aproximadamente três meses quando, em atuação integrada da Delegacia de Polícia Civil de São João Batista e a Superintendência do Interior e a Superintendência de Homicídios, a Polícia Civil conseguiu capturar Valdeilson Sousa, escondido dentro de um barracão no Município de Raposa.

A materialidade do crime está confirmada em razão do óbito da vítima, devidamente atestado pela certidão anexada ao processo. A autoria foi confirmada pelos depoimentos contundentes das testemunhas, que indicam que o denunciado foi o autor de diversas ameaças às vítimas e que estou efetuou o disparo de arma de fogo que ceifou a vida da vítima ainda com seu filho no colo.