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Energia solar bate recorde no Maranhão com crescimento de 17% na geração residencial

A energia solar residencial avançou 16,9% no Maranhão em 2026, considerando a potência instalada entre janeiro e agosto na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O estado chegou a 97.453,77 quilowatts (kW) de potência instalada em sistemas residenciais nos oito primeiros meses do ano. Considerando todas as classes de consumo — residencial, comercial, industrial, rural e serviço público —, a potência solar instalada alcançou 142.002,18 kW, alta de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Para Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, o avanço está relacionado à combinação entre a maior acessibilidade da tecnologia e a percepção dos consumidores sobre os benefícios do sistema.

“A alta está ligada à maior viabilidade econômica dos sistemas e ao avanço do conhecimento dos consumidores sobre a tecnologia. Com equipamentos mais acessíveis, linhas de financiamento e a possibilidade de reduzir o consumo de energia da rede, a instalação passou a ser considerada uma alternativa de investimento para um número maior de famílias”, afirma.

O número de centrais de geração distribuída instaladas em imóveis residenciais também aumentou significativamente. Até agosto, a quantidade de centrais de geração distribuída na classe residencial no Maranhão registrou uma alta de 29,7% na comparação com o mesmo período de 2025.  

A expansão ocorre em diferentes regiões do estado. Entre os municípios maranhenses, a capital São Luís lidera o ranking de potência instalada em 2026, com 18.956,06 kW. Em seguida aparecem Imperatriz, com 10.876,57 kW; Magalhães de Almeida, com 7.396,25 kW; São José de Ribamar, com 6.490,51 kW; e Balsas, com 5.840,50 kW. 

Crédito para energia solar

A procura por financiamento também impulsiona o mercado de geração própria. A carteira de crédito do Sicredi destinada à aquisição de sistemas de energia solar no Maranhão alcançou R$ 701,4 mil em agosto de 2026. A linha contempla consumidores residenciais e empresas que buscam instalar sistemas fotovoltaicos para reduzir os gastos com energia elétrica e ampliar a previsibilidade das despesas.

Para Artur, a ampliação da base de consumidores e a facilidade de acesso ao crédito fortalecem toda a cadeia de equipamentos e serviços do setor. “À medida que mais famílias adotam a geração solar, aumenta também a familiaridade da população com a tecnologia, o que reduz a percepção de complexidade da instalação e favorece novas adesões. É um processo em que a experiência de quem já utiliza o sistema passa a influenciar outros consumidores”, explica.

O especialista aponta que a escolha do sistema precisa levar em conta o perfil de consumo, o espaço disponível e a capacidade de geração necessária para cada imóvel. “É importante que o consumidor tenha orientação adequada desde a elaboração do projeto até a contratação do financiamento. Esse planejamento ajuda a garantir que o investimento seja compatível com a realidade financeira e com a necessidade de cada família ou negócio”, conclui Figueiredo.