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Roda de conversa em São Luís discute barreiras enfrentadas por pessoas trans no acesso à saúde

O Encontro acontece nesta sexta-feira (10), às 9h, na Faculdade IDOMED Turu, com a participação de estudantes de Medicina e da comunidade.

As dificuldades enfrentadas por pessoas trans no acesso aos serviços de saúde serão tema de uma roda de conversa nesta sexta-feira (10), às 9h, na Faculdade IDOMED Turu, em São Luís. Promovido pelo Grupo Reflexivo Desfazendo Nós, o encontro busca discutir o acolhimento, o respeito ao nome social e a importância de um atendimento humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS).

A atividade integra o projeto Formação Médica Humanizada e Cuidado Integral à Saúde da População Trans no SUS, que aproxima estudantes de Medicina das experiências vivenciadas por essa população.

Segundo a professora e enfermeira Erika Chaib, orientadora do projeto de extensão do IDOMED, a discriminação, a transfobia institucional e o despreparo de profissionais ainda dificultam o acesso aos serviços. “A população trans ainda enfrenta muitas barreiras para acessar o SUS de forma digna e integral”, afirma.

Formação e atendimento na prática

Com execução prevista de agosto de 2026 a julho de 2027, o projeto tem como metas capacitar 100 estudantes de Medicina, beneficiar diretamente 200 pessoas trans e realizar 300 acolhimentos supervisionados.

A programação contempla ainda 12 ações extensionistas, 10 oficinas educativas, seis rodas de conversa, campanhas digitais e produção científica. As atividades incluem contato direto com usuários, práticas supervisionadas e parceria com o Ambulatório Sabrina Drummond, localizado na Policlínica do Cohatrac.

“Não basta o profissional conhecer protocolos ou aspectos clínicos; ele precisa desenvolver competências de comunicação, escuta, ética, respeito à diversidade e compreensão dos direitos dessa população”, destaca Erika.

A iniciativa ganha relevância diante dos indicadores de violência. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), cinco pessoas trans foram assassinadas no Maranhão em 2024. Já o Observatório de Políticas Públicas LGBTI+ do Maranhão registrou 21 ocorrências de violência letal contra pessoas trans entre 2021 e 2025.

Para Erika, a expectativa é que a experiência contribua tanto para a formação dos futuros médicos quanto para a qualidade do atendimento. “Queremos que cada atendimento represente uma oportunidade de cuidado com respeito e dignidade”, conclui.

Serviço

Evento: Roda de conversa do Grupo Reflexivo Desfazendo Nós
Data: Sexta-feira, 10 de outubro
Horário: 9h
Local: Faculdade IDOMED Turu, São Luís (MA)
Tema: Saúde da população trans, acolhimento e acesso ao SUS.