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Festival Vale no parque transforma Rangedor em grande palco de música, cultura e encontros em São Luís

Programação gratuita reuniu diferentes gerações neste domingo (13), com circo, atividades infantis, bumba meu boi e um concerto especial da Orquestra Ilha Sinfônica com Flávia Bittencourt e Nando Cordel

Uma tarde para se divertir, uma noite para cantar e um parque inteiro transformado em espaço de grandes encontros culturais e musicais. Foi assim o festival “Vale no parque”, realizado neste domingo (13), no Parque do Rangedor, em São Luís. Com programação gratuita, o evento reuniu famílias, crianças, jovens e idosos em uma experiência marcada pela leveza, pela participação ativa do público e pela conexão entre diferentes expressões artísticas do Maranhão e do Brasil.

Apresentado e patrocinado pela Vale, com realização da Interart Produção Criativa, o festival ocupou o espaço público com uma programação pensada para diferentes gerações, reunindo arte, cultura, sustentabilidade e convivência. E o público não ficou apenas na condição de espectador. Desde o início da tarde, a proposta foi convidar as pessoas a fazer parte de tudo o que acontecia.

Abrindo a programação, por volta das 16h30, o cortejo do coletivo “O Circo Tá na Rua”, acompanhado pela charanga e pelos mascotes “Os Recicladores”, percorreu o parque chamando especialmente as crianças e suas famílias para entrar na brincadeira, com arte e educação ambiental em cena.. Depois, os personagens e artistas circenses realizaram oficinas de circo, com experiências de malabarismo, equilibrismo e acrobacias. 

Na sequência, o grupo Vem Brincar se apresentou no palco do festival, com um repertório que passeou por clássicos infantis das décadas de 80, 90 e anos 2000 até chegar à atualidade. Dessa maneira, as famílias se divertiram juntas desde o início da programação.

Do circo ao bumba meu boi

Já no fim da tarde, o som, as cores e a ancestralidade da cultura popular maranhense tomaram conta do Rangedor com o Boi da Floresta. Couro, matracas, pandeirões, dança e memória levaram ao parque uma manifestação que atravessa gerações e ajuda a contar a própria história do Maranhão.

Para o diretor da Interart Produção Criativa, Emanuel Jesus, a resposta do público traduziu a essência imaginada para o projeto.

“Queríamos criar uma experiência em que as pessoas não viessem apenas para assistir a um show, mas para viver o parque, encontrar outras pessoas e transitar por diferentes expressões artísticas. Foi muito bonito perceber crianças, seus pais e mães, jovens e idosos participando da mesma programação, cada um encontrando alialgo que o tocava. Quando cultura e espaço público se encontram dessa forma, o evento ganha uma dimensão muito maior”, destaca Emanuel Jesus.

Um concerto de encontros

À noite, o palco recebeu um dos momentos mais aguardados da programação. Sob a regência do maestro Jairo Moraes, a Orquestra Ilha Sinfônica protagonizou um concerto concebido para aproximar universos: música sinfônica e popular, Maranhão, Nordeste e Brasil, tradição e contemporaneidade. Flávia Bittencourt e Nando Cordel foram os convidados especiais, em uma apresentação que contou, ainda, com a participação de integrantes da Cia Encantar e do Boi de Maracanã.

A abertura do concerto foi também uma declaração de amor à capital maranhense. “Louvação a São Luís” iniciou a apresentação, conectando a música à cidade que recebeu o espetáculo.

Flávia Bittencourt levou ao palco canções como “Ilha Bela”, “Vazio”, “Que Faço Eu da Vida Sem Você”, “Mar de Rosa” e “Boi de Lágrimas”, esta última com participação da Cia Encantar. A Orquestra Ilha Sinfônica também apresentou “Ilha Magnética”.

Para Flávia, cantar em São Luís, ao ar livre e diante de um público tão diverso, deu um significado especial à apresentação. “Cantar em casa sempre mexe comigo de um jeito diferente. E estar no Parque do Rangedor, vendo tantas famílias reunidas, crianças acompanhando, pessoas cantando junto, torna tudo ainda mais especial. Foi um encontro muito bonito entre a música, a cidade e a nossa identidade. Quando a gente vê uma orquestra dialogando com a música popular e com elementos tão nossos, percebe o quanto a cultura maranhense é potente e pode ocupar todos os palcos”, ressalta Flávia Bittencourt.

Depois da apresentação de Flávia, o público foi brindado por duas canções instrumentais que são verdadeiros hinos da cultura maranhense: “Ilha Magnética”, de autoria do compositor César Nascimento, e “Maranhão, meu Tesouro, meu Torrão”, de Humberto de Maracanã.

A chegada de Nando Cordel ampliou esse passeio musical pelo Nordeste brasileiro. O cantor e compositor pernamucano apresentou músicas que atravessam gerações, como “Aconchego”, “Gostoso Demais”, “Você Endoideceu Meu Coração” e “Minha Doce Estrela”.

“Foi uma noite de muito carinho. Música tem essa força de aproximar as pessoas. São Luís me recebeu com uma energia linda, e dividir esse momento com Flávia, com a orquestra e com o público tornou tudo ainda mais emocionante”, comenta Nando Cordel.

Um dos símbolos desse espírito de encontro veio justamente na reta final da apresentação: Flávia Bittencourt e Nando Cordel dividiram o palco em “Terra à Vista” e “Isso Aqui Tá Bom Demais”, reunindo duas trajetórias profundamente ligadas às raízes nordestinas.

Cultura, convivência e sustentabilidade

Além da diversidade artística, o festival “Vale no parque” foi concebido para receber diferentes públicos e promover uma experiência de convivência no espaço público, que contou com intervenções para tornar o evento mais inclusivo. Alguns dos recursos de acessibilidade foram a montagem de uma plataforma para pessoas com deficiência, rampas de acesso para facilitar o deslocamento de cadeiras de rodas, banheiros adaptados, abafadores de ruído para pessoas com hipersensibilidade sonora, audiodescrição para deficientes visuais, entre outros.

Para Débora Ferreira, gerente de Territórios da Vale no Maranhão, iniciativas como essa aproximam cultura, comunidade e território. “Isso é o que a gente almeja: ver os territórios repletos de vida. Ver o Parque do Rangedor ocupado por famílias, crianças, artistas e pessoas de diferentes idades, compartilhando uma programação gratuita, mostra a força que a cultura tem para criar esses vínculos. Para a Vale, apoiar iniciativas como esta é contribuir para ampliar o acesso à cultura e proporcionar experiências que valorizem o território e as pessoas”, destaca Débora Ferreira.

O concerto da Orquestra Ilha Sinfônica teve regência do maestro Jairo Moraes, arranjos de Elder Ferreira e Jesiel Bives, produção executiva de Ellen Soares e direção geral de Emanuel Jesus, por meio da Interart Produção Criativa.

Ao final, ficou uma imagem capaz de resumir o domingo de homenagem aos 414 anos de São Luís: diferentes gerações dividindo o mesmo parque, cantando, brincando, dançando e descobrindo juntas que, quando arte, cultura e convivência ocupam os espaços públicos, a cidade inteira ganha.