Automatização do “chão de fábrica” vira requisito para conformidade fiscal
A conformidade fiscal na indústria brasileira entrou em uma nova fase com o avanço da digitalização dos órgãos reguladores. Diante de um cenário em que a fiscalização se torna cada vez mais ágil, automatizada e em tempo real, a integração tecnológica entre a operação e o setor tributário deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma estratégia.
A reforma tributária, Emenda Constitucional nº 132/2023, está em fase de implementação gradual e vem impulsionando mudanças no setor. O período de testes e transição já começou, e a previsão de conclusão, segundo informações do Senado Federal, é 2033. O fim do prazo de adaptação ocorre em agosto.
Com o novo sistema de impostos e a mudança da fiscalização na prática, o erro humano no “chão de fábrica” passa a representar mais risco para as indústrias.
“Um dos impactos da reforma tributária é que a fiscalização deve ser cada vez mais digital, integrada e baseada no cruzamento automático de informações. Isso significa que erros operacionais, como cadastros incorretos, movimentações de estoque inconsistentes ou falhas na emissão de documentos fiscais, podem ser identificados com muito mais rapidez”, explica o engenheiro e sócio da Nomus, Thiago Leão.
Como garantir o compliance tributário
Para mitigar esses riscos, a adoção de sistemas de ERP robustos e atualizados passou a ser obrigatória. Muitas empresas estão transformando sua gestão e buscando eficiência por meio de exemplos de sistema ERP. Isso porque esses sistemas automatizam desde a validação de documentos de entrada até a emissão de guias de recolhimento na velocidade exigida pelas novas plataformas do governo.
Por outro lado, a dependência de processos manuais ou planilhas paralelas eleva a probabilidade de erro humano. Em um ambiente de auditoria digitalizada, a detecção de inconsistências é quase instantânea. O resultado para as indústrias que negligenciam essa automação não se resume apenas ao retrabalho, mas pode acarretar multas pesadas, autuações fiscais e até paralisação das atividades por não conformidade.
“Um ERP precisa garantir a integração entre os processos da fábrica, do estoque, das compras, das vendas e do fiscal, além de manter regras tributárias atualizadas e automatizar os cálculos e a emissão dos documentos. Quanto menor a dependência de lançamentos manuais e maior a confiabilidade dos dados em tempo real, menor o risco de inconsistências, autuações e prejuízos para a indústria”, destaca Leão.
