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7 ideias manuais para sair do automático nas redes sociais

Abrir o celular por alguns minutos e perceber que meia hora passou sem que se dê conta é uma experiência comum. O tempo médio de tela de um brasileiro é de 9 horas e 13 minutos, segundo pesquisa feita pela Demand Sage, divulgada em março de 2025. O hábito de “scrollar” pelas redes sociais tornou-se parte da rotina, mas estudos apontam que esse comportamento pode afetar atenção, memória e bem-estar. Especialistas têm sugerido alternativas práticas para equilibrar o tempo de tela, entre elas, atividades manuais que ajudam a desacelerar e estimular o cérebro de outra forma.

O que acontece com o cérebro quando a gente scrolla demais

Pesquisas da Universidade de Stanford e da Harvard Medical School mostram que o uso intenso das redes sociais ativa os circuitos dopaminérgicos do cérebro, responsáveis pela sensação de recompensa. A dopamina é liberada sempre que recebemos um estímulo prazeroso, como curtidas ou comentários, o que explica por que o hábito de rolar o feed pode se tornar repetitivo.

“O modelo de negócio dessas empresas é gerar vício”, afirmou o pediatra e sanitarista Daniel Becker durante participação no Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp). “Elas manipulam nossos circuitos de dopamina com notificações, vídeos curtos e o feed infinito.” O efeito é semelhante ao de recompensas variáveis: como não sabemos quando virá o próximo estímulo, tendemos a continuar navegando.

Segundo análise da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), esse padrão pode impactar a saúde mental ao favorecer a dispersão e reduzir a capacidade de concentração. Uma alternativa para se desconectar envolve atividades que exigem foco contínuo e o uso das mãos. Estudos apontam que o artesanato, por exemplo, pode estimular o bem-estar psicológico ao proporcionar senso de propósito e realização.

Atividades manuais para testar

Substituir o tempo de tela por atividades manuais não exige grandes investimentos ou habilidades prévias. A ideia é experimentar práticas simples, que envolvam concentração e tragam sensação de progresso. Algumas atividades incluem:

  • Crochê: uma das opções mais acessíveis, o crochê combina repetição e criatividade. Para começar, basta comprar uma agulha de crochê e um novelo de linha fina. Aos poucos, é possível criar peças simples, como panos de prato ou acessórios.
  • Desenho ou pintura: não é necessário conhecimento técnico para começar. Rabiscar, colorir ou experimentar diferentes materiais pode ajudar a reduzir a ansiedade e estimular a expressão pessoal.
  • Jardinagem: cuidar de plantas, mesmo em pequenos vasos, envolve rotina e observação. Regar, podar e acompanhar o crescimento cria uma conexão com o tempo natural.
  • Montagem de quebra-cabeças: atividade clássica, exige atenção e paciência. Pode ser feita sozinho ou em grupo e ajuda a exercitar o raciocínio lógico.
  • Culinária simples: preparar receitas básicas, como bolos ou pães, envolve etapas e planejamento. O processo manual — misturar, cortar, modelar — contribui para o foco.
  • Escrita à mão: anotar ideias, fazer listas ou manter um diário são formas de desacelerar. A escrita manual ativa áreas do cérebro diferentes da digitação.
  • Artesanato com materiais recicláveis: criar objetos a partir de itens reaproveitados, como garrafas ou papelão, estimula criatividade e consciência ambiental.

Essas atividades têm em comum o fato de exigir atenção contínua e oferecer um resultado concreto, diferente do consumo rápido de conteúdo digital. O benefício não está apenas no produto final, mas no processo em si.

Ao incorporar pequenas pausas com atividades manuais ao longo do dia, é possível criar momentos de concentração mais profundos e reduzir a sensação de dispersão. A proposta é equilibrar o tempo dedicado às redes sociais com experiências que envolvam o corpo e a mente de forma mais integrada.

Abrir o celular por alguns minutos e perceber que meia hora passou sem que se dê conta é uma experiência comum. O tempo médio de tela de um brasileiro é de 9 horas e 13 minutos, segundo pesquisa feita pela Demand Sage, divulgada em março de 2025. O hábito de “scrollar” pelas redes sociais tornou-se parte da rotina, mas estudos apontam que esse comportamento pode afetar atenção, memória e bem-estar. Especialistas têm sugerido alternativas práticas para equilibrar o tempo de tela, entre elas, atividades manuais que ajudam a desacelerar e estimular o cérebro de outra forma.

O que acontece com o cérebro quando a gente scrolla demais

Pesquisas da Universidade de Stanford e da Harvard Medical School mostram que o uso intenso das redes sociais ativa os circuitos dopaminérgicos do cérebro, responsáveis pela sensação de recompensa. A dopamina é liberada sempre que recebemos um estímulo prazeroso, como curtidas ou comentários, o que explica por que o hábito de rolar o feed pode se tornar repetitivo.

“O modelo de negócio dessas empresas é gerar vício”, afirmou o pediatra e sanitarista Daniel Becker durante participação no Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp). “Elas manipulam nossos circuitos de dopamina com notificações, vídeos curtos e o feed infinito.” O efeito é semelhante ao de recompensas variáveis: como não sabemos quando virá o próximo estímulo, tendemos a continuar navegando.

Segundo análise da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), esse padrão pode impactar a saúde mental ao favorecer a dispersão e reduzir a capacidade de concentração. Uma alternativa para se desconectar envolve atividades que exigem foco contínuo e o uso das mãos. Estudos apontam que o artesanato, por exemplo, pode estimular o bem-estar psicológico ao proporcionar senso de propósito e realização.

Atividades manuais para testar

Substituir o tempo de tela por atividades manuais não exige grandes investimentos ou habilidades prévias. A ideia é experimentar práticas simples, que envolvam concentração e tragam sensação de progresso. Algumas atividades incluem:

  • Crochê: uma das opções mais acessíveis, o crochê combina repetição e criatividade. Para começar, basta comprar uma agulha de crochê e um novelo de linha fina. Aos poucos, é possível criar peças simples, como panos de prato ou acessórios.
  • Desenho ou pintura: não é necessário conhecimento técnico para começar. Rabiscar, colorir ou experimentar diferentes materiais pode ajudar a reduzir a ansiedade e estimular a expressão pessoal.
  • Jardinagem: cuidar de plantas, mesmo em pequenos vasos, envolve rotina e observação. Regar, podar e acompanhar o crescimento cria uma conexão com o tempo natural.
  • Montagem de quebra-cabeças: atividade clássica, exige atenção e paciência. Pode ser feita sozinho ou em grupo e ajuda a exercitar o raciocínio lógico.
  • Culinária simples: preparar receitas básicas, como bolos ou pães, envolve etapas e planejamento. O processo manual — misturar, cortar, modelar — contribui para o foco.
  • Escrita à mão: anotar ideias, fazer listas ou manter um diário são formas de desacelerar. A escrita manual ativa áreas do cérebro diferentes da digitação.
  • Artesanato com materiais recicláveis: criar objetos a partir de itens reaproveitados, como garrafas ou papelão, estimula criatividade e consciência ambiental.

Essas atividades têm em comum o fato de exigir atenção contínua e oferecer um resultado concreto, diferente do consumo rápido de conteúdo digital. O benefício não está apenas no produto final, mas no processo em si.

Ao incorporar pequenas pausas com atividades manuais ao longo do dia, é possível criar momentos de concentração mais profundos e reduzir a sensação de dispersão. A proposta é equilibrar o tempo dedicado às redes sociais com experiências que envolvam o corpo e a mente de forma mais integrada.