Minicurso gratuito “Memória interrompida: arquivos coloniais e reparação histórica” inicia nesta quinta (2), em São Luís
A ação ocorrerá nos dias 2 e 3 de abril, das 15h às 18h, ministrada pela historiadora Patrícia Melo.
SÃO LUÍS – Dialogar sobre conceitos de História, Arquivo e Memória na perspectiva de produzir narrativas que restituam o protagonismo de pessoas negras e indígenas e coloquem no horizonte as possibilidades de elaborar políticas de reparação histórica. Esse é um dos pontos focais do minicurso gratuito “Memória interrompida: arquivos coloniais e reparação histórica”, que ocorrerá nesta quinta (2) e sexta-feira (3), das 15h às 18h, no Chão SLZ, no Centro Histórico de São Luís, com acesso livre e aberto a todos os públicos.
A ação, ministrada pela historiadora Patrícia Melo, integra a programação especial da exposição “Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA”, integrante do projeto artístico “Direito à Memória”, diretamente de Manaus, em cartaz na capital maranhense até o dia 25 de abril, também no Chão SLZ.
Patrícia Melo é responsável pela assessoria histórica da exposição e ressalta que o minicurso é um desdobramento da mostra. “Trata-se de um esforço de estabelecer um diálogo com temas essenciais para entendimento do debate que está sendo travado aqui. Isso envolve a discussão sobre camadas da memória coletiva invisibilizada e a própria possibilidade de retomada de protagonismo de pessoas negras e indígenas que, frequentemente foram apagadas ou representadas de forma subalterna”, destaca.
Contemplada na PNAB 2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Artes e realizada com o apoio do Governo do Estado do Amazonas/Conselho Estadual de Cultura/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Governo Federal, a exposição, assim como o minicurso, visam criar possibilidades para uma edição da memória pública e imagética destas pessoas fotografadas nesta expedição.
Patrícia Melo
Patrícia Melo é assessora histórica do projeto “Direito à Memória” e é professora titular do Departamento de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM – Brasil). É doutora em História (UFF/RJ) e Bolsista de Produtividade do CNPq. Atua nas áreas de História Indígena e do Indigenismo, História colonial/imperial (Brasil), História da Ciência e História da escravidão africana e da presença negra na Amazônia. Participa do Mestrado/Doutorado em História na mesma instituição.
É autora de vários capítulos, artigos e livros, entre eles: “Espelhos Partidos: etnia, legislação e desigualdade na colônia”, de 2012; e “O Fim do silêncio: presença negra na Amazônia”, de 2011.
Exposição “Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA”
A exposição “Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA” está em cartaz no Chão SLZ, na Rua do Giz, nº 167, no Centro Histórico de São Luís, com visitação aberta ao público até o dia 25 de abril, sempre de terça a sábado, das 14h às 19h.
Idealizada pela artista manauara Keila-Sankofa, que também assume a direção artística, a mostra surge de um incômodo legítimo de modificação da imagem pública das pessoas pretas e indígenas, apresentando um passado remodelado, recontando as histórias de pessoas pretas e indígenas registradas de forma violenta, desrespeitosa e brutal, do período referente à expedição fotográfica de cunho racista denominada “Thayer”, realizada na Amazônia, no século XIX.
Para mais informações sobre a exposição e o minicurso, acesse as redes sociais do Chão SLZ (https://www.instagram.com/chaoslz/), da artista Keila-Sankofa (https://www.instagram.com/keilasankofa/), da historiadora Patrícia Melo (https://www.instagram.com/melopatricia6/) e do Projeto “Direito à Memória” (https://www.instagram.com/direitoamemoria/).
