FIEMA e INPI discutem parceria para ampliar inovação e proteção de marcas no Maranhão
Encontro reuniu remotamente representantes das duas instituições e tratou de ações de capacitação, uso de indicadores de inovação e apoio ao setor industrial
SÃO LUÍS – Representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) discutiram, nesta terça-feira (10), em reunião remota, possibilidades de cooperação para ampliar o conhecimento sobre propriedade industrial entre empresários e profissionais da indústria. A reunião ocorreu na sede da federação e contou com a participação do vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial da entidade , Luiz Fernando Renner, e do superintendente da FIEMA, César Miranda.
O encontro foi conduzido pelo superintendente regional Nordeste do INPI, Eduardo Bemfica, que apresentou instrumentos utilizados pelo instituto para estimular a inovação e a proteção de ativos intelectuais no país. Segundo ele, muitas empresas brasileiras ainda não registram marcas, patentes ou outros ativos de propriedade industrial, o que limita a valorização de produtos e tecnologias desenvolvidos no país.
“A proposta do INPI é estabelecer uma parceria com a FIEMA para promover cursos, palestras e workshops voltados ao setor produtivo”, explicou Bemfica. As atividades poderiam ocorrer tanto em eventos a serem realizados pela federação quanto em iniciativas específicas de capacitação para empresários, técnicos e profissionais da indústria.
INDICADOR DE INOVAÇÃO – Outro tema apresentado foi o Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID), indicador criado pelo INPI a partir de cerca de 80 critérios relacionados à inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico. Inspirado em modelos internacionais, o índice permite comparar o desempenho dos estados brasileiros e pode servir de base para planejamento e formulação de políticas públicas.
Durante a reunião, o vice-presidente executivo, Luiz Fernando Renner, demonstrou interesse na utilização desses dados em estudos do Observatório da Indústria do Maranhão. Além disso, falou em envolver, nas discussões com o INPI, iniciativas de planejamento de longo prazo no estado, como o Plano Maranhão 2050, do governo estadual.
“A indústria precisa conhecer melhor os instrumentos de proteção da propriedade intelectual e compreender que registrar marcas, tecnologias e soluções é parte fundamental do processo de inovação. Uma parceria com o INPI pode ajudar a ampliar esse conhecimento entre empresários e profissionais da indústria no Maranhão”, afirmou Renner, ressaltando que a aproximação com o INPI pode contribuir para fortalecer a cultura de inovação no setor produtivo maranhense.
Ainda na reunião, o representante do INPI, Eduardo Bomfica, apresentou os chamados radares tecnológicos — relatórios elaborados a partir da análise de registros de patentes no Brasil e no exterior, capazes de identificar tendências tecnológicas e oportunidades de desenvolvimento em diferentes setores produtivos, o que também despertou o interesse dos representantes da federação maranhense, no sentido de ajudar a identificar mais vocações econômicas para o Estado.
De acordo com o INPI, a ideia é envolver outras instituições do ecossistema de inovação do Maranhão na aproximação com o Instituto, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre os parceiros mencionados estão a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão (SECTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).
Pela FIEMA, além do vice-presidente executivo, Luiz Renner, e do superintendente, César Miranda, também participaram da reunião o coordenador de Ações Estratégicas da entidade, Geraldo Carvalho; o relações institucionais e governamentais, Roberto Bastos; e o diretor do CIEMA, Álvaro Veloso.
