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Quais são as tendências em decoração para 2026?

Maximalismo, design biofílico, sustentabilidade com toque vintage e mobiliário escultural serão as principais tendências para a decoração este ano, segundo relatório divulgado pela Sociedade Americana de Designers de Interiores. Dessa forma, os ambientes deverão transmitir personalidade, autenticidade e bem-estar emocional em oposição à agitação e aos caos urbano diário.

Os novos estilos e soluções de decoração irão abandonar a preocupação com regras e convenções, priorizando narrativas pessoais em vez de exercícios estéticos, projeta a AD Middle East. As casas não serão projetadas para impressionar à primeira vista, mas para contar as histórias e os desejos dos moradores, acrescenta.

A proposta poderá ser incorporada aos ambientes por meio da escolha de cores e materiais de móveis, paredes e artigos de decoração. De acordo com a Houzz, as paletas terrosas e neutras quentes, como terracota, ocre e areia, deverão criar ambientes conectados à natureza. Assim, é possível reforçar a tendência da sustentabilidade e o interesse em tornar os espaços mais aconchegantes.

Ainda conforme a Houzz, o mobiliário deverá ser escultural e composto por cadeiras e sofás amplos, funcionais e orgânicos. A ideia é considerar as necessidades cotidianas, como encontros informais, noites de jantar e jogos, sessões de cinema ou momentos de relaxamento individual, com amigos e família. 

Nesse sentido, é possível aproveitar um sofá reclinável, que combina conforto e versatilidade, e aplicar a paleta de cores terrosas em almofadas, tapete ou parede da sala. A Culturemap Houston cita as cores marrom-chocolate e mel como tons que podem dar à residência a sensação de luxo habitável.

Já os tons neutros transmitem sensações mais sutis e quentes, caso da Cloud Dancer, tom de branco definido como a cor do ano pela Pantone. A AD Middle East pontua que a cor transforma os ambientes em interiores mais suaves, relaxantes e delicados.

O mercado moveleiro está atento às novas tendências. No catálogo da Sono Show, as opções trazem as paletas de cores mencionadas como tendência.

Materiais transmitem mensagem na decoração

O design biofílico estará em alta em 2026, um incentivo ao uso de plantas e jardins internos como estímulo ao descanso, equilíbrio e alívio. A Sociedade Americana de Designers de Interiores explica que os móveis e revestimentos feitos com materiais naturais e renováveis, como madeira e palha, também reforçam a tendência da sustentabilidade e do aconchego nos ambientes.

Destacando que a madeira possui sobriedade e durabilidade, a instituição explica que as superfícies têm o potencial de dar continuidade aos espaços. Dessa forma, além de transmitir aconchego, o objetivo do emprego da madeira na decoração em 2026 será o de quebrar a simetria visual.

A AD Middle East complementa que os acabamentos de alto brilho, com verniz brilhante, terão a função de introduzir profundidade e reflexo aos ambientes. Eles serão combinados com materiais mais quentes, como madeira e pedra, oferecendo equilíbrio visual. Assim, o retrô dará lugar à sensação de modernidade e intencionalidade. 

Como decorar a casa com as novas tendências sem gastar muito

Quem deseja decorar a casa sem gastar muito pode recorrer à compra de camas com dossel, cabeceiras estofadas e guarda roupa para casal em promoção, bem como adotar estratégias simples, como sobreposições de tecidos e escolhas de elementos específicos.

Segundo a AD Middle East, iluminação suave e proporções generosas ajudam a  associar os quartos a um ambiente de restauro e relaxamento. Já nos ambientes externos, o uso de plantas aliados à luz e ventilação naturais auxiliam na proposta.

As adaptações das residências às tendências também poderão ser feitas a partir da aplicação de pendentes esculturais e luminárias de chão como obras de arte funcionais.

A Culturemap Houston afirma que as peças artesanais, antigas e de produção local estarão na moda este ano. Peças de cerâmica e de material reciclado farão parte dos catálogos em razão da durabilidade, sustentabilidade e rejeição ao design excessivamente polido.

Já a Sociedade Americana de Designers Interiores projeta que os papéis de parede deverão ser utilizados em todos os ambientes, enquanto painéis e tapeçaria deverão substituir obras de artes emolduradas. 

Os pisos ficarão encarregados de contar histórias e definir os ambientes. Carpetes macios, com regulação sonora e propriedade térmica, deverão ser priorizados no mercado de decoração. A Culturemap Houston explica que os carpetes eram vistos como fora de moda até então, mas retornam agora como símbolo de sofisticação e conforto tátil.