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As tendências de tecidos e cores que definirão a camisaria polo em 2026

A camisa polo consolidou sua posição como o elemento mais versátil do guarda-roupa masculino contemporâneo. O que começou como um uniforme esportivo no século XX evoluiu para se tornar o pilar do smart casual, transitando com naturalidade entre escritórios modernos e momentos de lazer sofisticado.

Para a temporada de 2026, as previsões de moda indicam um refinamento ainda maior dessa peça icônica. O foco do mercado de luxo e do consumidor exigente desloca-se da ostentação de logotipos para a valorização da engenharia têxtil, da precisão do corte e de uma paleta de cores que dialoga com a natureza e a tecnologia.

A análise das coleções e dos movimentos da indústria aponta para uma era de “luxo tátil”. A estética visual permanece importante, mas a sensação de toque, a respirabilidade e a durabilidade dos materiais tornaram-se os critérios decisivos de compra.

O homem moderno busca peças que ofereçam performance e elegância sem esforço, exigindo que a clássica polo se reinvente através de tecidos nobres e modelagens que valorizem a arquitetura corporal sem restringir o movimento.

Preferência por fibras nobres e a engenharia do algodão

A maior tendência para 2026 reside na composição da peça. O mercado observa um afastamento definitivo dos tecidos sintéticos de baixa qualidade em favor de fibras naturais de performance superior.

Neste cenário, o algodão de fibra extra-longa (ELS) estabeleceu-se como o padrão-ouro. A preferência por uma não é apenas uma escolha de luxo, mas uma decisão técnica baseada em durabilidade e conforto sensorial.

Originário do Peru e de regiões específicas dos Estados Unidos, o algodão pima possui fibras significativamente mais longas que o algodão convencional. Essa característica estrutural resulta em um fio mais fino, porém muito mais resistente à tração e ao desgaste. O resultado prático é uma malha que mantém sua forma original após múltiplas lavagens, resiste à formação de pilling (as indesejadas “bolinhas”) e oferece um toque sedoso incomparável.

Para 2026, a expectativa é que as marcas de alto padrão invistam ainda mais em tecnologias de acabamento, como o “algodão líquido”, que confere um brilho sutil e uma fluidez que eleva a polo a um patamar de quase alfaiataria para a camisa polo de algodão pima e demais tecidos de alto nível.

A evolução das texturas e a ascensão da malharia retro

Além da matéria-prima, a textura da trama ganha protagonismo. Enquanto o clássico piquet (com sua estrutura em colmeia) permanece como a escolha tradicional para o dia a dia devido à sua excelente respirabilidade, novas texturas surgem para adicionar profundidade visual.

A grande aposta para a próxima temporada é a “polo de tricot” ou knitted polo. Inspirada na estética dos anos 50 e 60, essa peça é tecida como um suéter leve, oferecendo um caimento mais estruturado e elegante.

Essas peças frequentemente apresentam padrões texturizados sutis, como tranças discretas (cable knit) ou padrões geométricos em relevo, que quebram a monotonia da cor sólida sem recorrer a estampas gritantes. Essa tendência atende ao desejo do homem moderno por peças que tenham “personalidade tátil”, funcionando perfeitamente sob um blazer ou jaqueta de couro.

Arquitetura de corte que busca ajuste e conforto

A silhueta da camisa polo para 2026 busca o equilíbrio entre o Slim Fit da última década e o conforto necessário para a vida dinâmica. O corte excessivamente justo (skinny), que repuxa botões e restringe os braços, caiu em desuso. A tendência atual é o Tailored Fit ou Ajuste de Alfaiataria.

Esta modelagem desenha o corpo, com uma leve cintura marcada e ombros no lugar exato, mas deixa uma margem de respiro que permite movimento. Um detalhe crucial é a manga: a regra de elegância moderna dita que a manga deve abraçar suavemente o bíceps e terminar no meio do braço.

Mangas largas ou que cobrem o cotovelo são vistas como datadas ou desleixadas. O comprimento da peça também é ajustado para permitir que ela seja usada tanto por dentro da calça (em um visual mais formal) quanto por fora, sem cobrir excessivamente o quadril.

A paleta de cores para 2026 e o domínio dos tons terrosos

No quesito cromático, a tendência aponta para uma sofisticação inspirada na natureza e no digital. As cores primárias brilhantes e saturadas dão lugar a tons mais complexos e versáteis.

A paleta de tons terrosos dominará a temporada, com destaque para o terracota, o verde-oliva, o areia e o marrom-café. Essas cores comunicam maturidade e são extremamente fáceis de combinar com jeans, calças chino bege ou alfaiataria cinza.

Paralelamente, os tons pastel digitais ganham força, especialmente o “Digital Lavender” (um lilás suave e acinzentado) e o azul-glaciar. Essas cores trazem frescor ao visual de verão sem a estridência das cores neon.

O preto e o azul-marinho continuam sendo a base inegociável da elegância noturna e corporativa, servindo como telas neutras para a construção de looks monocromáticos, que alongam a silhueta e transmitem autoridade.

Detalhes de design que modernizam o clássico

Por fim, a inovação se manifesta nos detalhes de construção. O colarinho tradicional de botões divide espaço com novas propostas. O colarinho cubano (ou camp collar), que é mais aberto e não possui o pé-de-gola, consolida-se como uma opção de lazer sofisticado.

Outra tendência forte é a substituição da carcela de botões por zíperes metálicos discretos, conferindo um ar esportivo e tecnológico à peça. A ausência de logotipos grandes (o no-logo trend) reforça a filosofia de que a qualidade do tecido e o corte devem falar mais alto que a marca, alinhando a camisa polo aos valores do luxo silencioso que define a moda masculina atual.