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12 dicas para escolher churrasqueiras a gás e montar a área gourmet

A churrasqueira a gás costuma entrar no projeto por três motivos bem concretos: previsibilidade de aquecimento, menor produção de fumaça quando comparada ao carvão e integração mais simples a cozinhas e varandas gourmet.

Ainda assim, a decisão exige atenção a detalhes de instalação, ventilação e uso, porque o desempenho final depende tanto do equipamento quanto do ambiente.

1. Defina o tipo de instalação e o espaço de trabalho

A escolha entre bancada e embutir deve partir do desenho do ambiente e do fluxo de preparo. Modelos de embutir favorecem projetos integrados e bancadas contínuas. Já os de bancada tendem a simplificar mudanças futuras e atender áreas menores.

Além do “vão” do produto, é importante considerar área livre para manipulação de alimentos, abertura de tampas (quando houver) e apoio para utensílios quentes.

2. Confirme a compatibilidade com o gás disponível (GLP ou GN)

O ponto de partida é identificar se o imóvel utiliza GLP (botijão/central) ou GN (rede canalizada). Cada combustível trabalha com pressões e componentes específicos, o que impacta bicos, reguladores e, em alguns casos, a conversão do aparelho.

Quando existe infraestrutura condominial, a checagem deve envolver o responsável técnico do prédio para evitar improvisos na conexão.

3. Compare modelos por especificações, manual e suporte

Preço é um recorte, mas o custo de longo prazo passa por peças de reposição, facilidade de assistência técnica e clareza do manual. Em itens a gás, o manual é parte do produto: ele orienta instalação, limpeza e restrições de uso. Nesse ponto, é útil observar linhas voltadas a projetos de cozinha moderna, com atenção a fatores como acabamento, encaixes e integração com mobiliário planejado.

No momento de mapear opções que atendam bancadas compactas e projetos embutidos, uma boa referência é consultar a categoria de churrasqueiras a gás de bancada ou embutir, que ajuda a comparar formatos e entender como cada configuração se encaixa em propostas de cozinha e varanda gourmet. Esse tipo de comparação tende a reduzir erros de dimensionamento e a facilitar o alinhamento entre arquitetura, marcenaria e pontos de gás.

4. Garanta ventilação e exaustão proporcionais ao uso

Mesmo que a chama seja “limpa”, o preparo de carnes gera vapores, gordura aerossolizada e odores. Em varandas fechadas com vidro ou espaços internos, o dimensionamento de coifa ou exaustão ganha ainda mais relevância para conforto e preservação de superfícies.

Em cozinhas profissionais, normas e orientações de segurança contra incêndio costumam tratar ventilação e exaustão com rigor, o que inspira boas práticas também em projetos residenciais, principalmente quando a área gourmet é integrada à sala.

5. Priorize materiais resistentes à corrosão e ao calor

A rotina de churrasco combina calor, gordura e limpeza frequente. Por isso, acabamento em aço inox e componentes robustos fazem diferença na durabilidade, além de facilitar a manutenção estética no longo prazo. Também é recomendável observar a qualidade de grelhas, bandejas coletoras e proteção de queimadores, porque são peças diretamente expostas ao uso.

6. Escolha potência e número de queimadores com base no perfil de preparo

Potência não é apenas “assar mais rápido”. O que interessa é a capacidade de manter temperatura estável com a tampa aberta (quando aplicável), lidar com cortes mais espessos e trabalhar com zonas de calor diferentes.

Para quem alterna legumes, frango e carnes mais gordas, múltiplos queimadores ajudam a criar áreas com intensidades distintas e reduzem a necessidade de “mudar tudo de lugar” a todo momento.

7. Verifique controle de chama e acendimento com foco em previsibilidade

Acendimento confiável e controle fino de chama dão ritmo ao preparo e evitam desperdício. Em ambientes de convivência, previsibilidade também significa menos interrupções e menor probabilidade de reacender repetidamente. Vale conferir ergonomia dos botões, leitura de marcações e sensação de firmeza no ajuste, porque são itens que impactam o uso diário.

8. Proteja o entorno com revestimentos e folgas térmicas adequadas

O calor irradiado e os respingos de gordura podem manchar pintura, MDF e laminados inadequados. Revestimentos laváveis e resistentes ao calor, como porcelanatos e inox em áreas críticas, ajudam a manter o ambiente apresentável. As folgas e distâncias mínimas devem seguir o manual do fabricante, pois variam por modelo e são parte das condições de segurança.

9. Inclua segurança operacional como item de checklist

Alguns cuidados reduzem incidentes comuns, como:

● Registro de gás acessível e identificado;

● Mangueiras e conexões compatíveis e dentro do prazo de uso indicado;

● Teste de estanqueidade após instalação e em manutenções;

● Afastamento de materiais combustíveis e cortinas.

Em condomínios, ainda é recomendável alinhar o projeto com orientações do Corpo de Bombeiros do estado e regras internas, principalmente quando há centrais de GLP e exigências de compartimentação.

10. Integre a churrasqueira ao restante do conjunto de eletros da cozinha

A área gourmet costuma funcionar melhor quando o conjunto conversa: ponto elétrico para iluminação de apoio; tomadas para pequenos eletros; bancada compatível com cuba e torneira; e exaustão que não conflite com a coifa da cozinha.

Também vale observar o ritmo do preparo. Em muitos lares, o forno e o cooktop entram como apoio para finalizar acompanhamentos, o que pede circulação bem resolvida.

11. Planeje limpeza e coleta de gordura desde o projeto

A manutenção determina a experiência no mês seguinte, não apenas no dia da compra. Sistemas de coleta de gordura acessíveis, bandejas removíveis e superfícies internas sem cantos impossíveis reduzem acúmulo e odores.

Também é prudente prever, no mobiliário, acesso frontal para retirada de bandejas e espaço para apoiar peças durante a lavagem.

12. Contrate instalação com profissional habilitado e siga normas técnicas

Instalação de gás exige critério técnico. A referência nacional para redes internas é a ABNT NBR 15526, que trata de projeto e execução de distribuição interna de gases combustíveis. Para aparelhos a gás em uso residencial, a ABNT NBR 13103 é um norte importante sobre requisitos de instalação.

Na prática, isso reduz riscos associados a vazamentos, conexões inadequadas e posicionamento incorreto do ponto de consumo. Mais do que escolher um modelo, acertar na churrasqueira a gás é planejar bem instalação, ventilação e segurança. Quando o projeto é pensado de forma completa, o resultado é um espaço funcional, seguro e pronto para durar.

Referências:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13103: Instalação de aparelhos a gás para uso residencial — Requisitos dos locais, instalação e ventilação. Rio de Janeiro: ABNT, 2020. 44 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15526: Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais e comerciais — Projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 2012. 45 p.