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Robô organiza processos judiciais eletrônicos em 49 unidades do Judiciário

Fruto de uma cooperação técnica de transferência de tecnologia entre o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o robô Clóvis (antes robô Triador) é um robô colaborativo, com habilidades de automação, que trabalha 24 horas por dia, fazendo triagens e etiquetando processos dentro do sistema do Processo Judicial Eletrônico no Judiciário maranhense. 

A mudança do nome se deu em homenagem ao jurista Clóvis Beviláqua, legislador, filósofo, literato e historiador brasileiro, cujo nome também é dado à sede do TJMA, Palácio de Justiça “Clóvis Bevilacqua”. Clóvis representa uma personalidade jurídica que exerceu destaque no âmbito da Justiça maranhense. 

Antes, servidores e servidoras separavam processos eletrônicos, um por um, para identificá-los e direcioná-los em suas respectivas pastas no sistema.  Agora, o robô Clóvis faz a mesma tarefa repetitiva, otimizando o trabalho e o tempo das pessoas, permitindo que atividades mais complexas sejam executadas pelos servidores e servidoras. 

O projeto – conduzido pelo coordenador do Toada Lab, juiz Ferdinando Serejo e desenvolvido por equipe interdisciplinar –  já foi implementado em 49 unidades do Poder Judiciário do Maranhão (12 do Primeiro Grau, 34 do Segundo Grau e três em unidades administrativas), desde sua primeira implantação no início de 2022.

O juiz Ferdinando Serejo frisou que a implantação do robô acontece obedecendo critérios de prioridade, em razão da grande demanda de solicitações. “Estamos avançando na implantação do robô Clóvis para atender primeiramente unidades com maior abrangência, uma vez que, o robô exige uma configuração inicial e trabalho posterior de inserção de palavras-chaves, o que demanda tempo”, destacou.

COMO FUNCIONA

O robô Clóvis faz a triagem de processos com base em palavras-chave definidas pelo(a) usuário(a). Ao identificar as palavras, ele faz a etiquetagem com a identificação do assunto procurado. Ele analisa um processo completo em apenas 30 segundos.

Para isso, existe um arquivo do tipo texto, em que as palavras-chave são adicionadas. “O robô acessa o arquivo em questão, fazendo uma análise entre as palavras chaves desse arquivo e os documentos do processo que ele pode vir a etiquetar. O robô já garantiu excelentes resultados”, garante o juiz Ferdinando Serejo.

Uma outra função dele é identificar, após a triagem, a suspeição e/ou impedimentos de magistrados e magistradas para aquele processo, e automaticamente realiza a minuta.

Para a assessora de desembargador, Karolynny Costa Sousa, lotada no gabinete do desembargador Raimundo Bogéa, as principais vantagens do robô Clóvis são a otimização e a agilização de atividades repetitivas que demandam tempo para serem executadas. 

“Além disso, ao agrupar processos em situações semelhantes de acordo com os temas inseridos para triagem pelo robô, ele dá a possibilidade de  fazer julgamento por matéria, assim, proporcionando mais celeridade para a prestação jurisdicional”, explicou a servidora.

BENEFÍCIOS

O uso da ferramenta apresenta inúmeros benefícios na execução do trabalho em uma unidade judicial, promovendo uma Justiça mais célere e ágil. Além de delegar tarefas de triagem, por meio do robô, é possível prevenir erros inerentes à atividade humana e aumentar a escalabilidade na triagem de processos. 

No mais, o bot representa baixo custo adicional ao Tribunal de Justiça, permite deslocar servidores e servidoras para os trabalhos intelectualmente mais relevantes e, também, contribui, para prevenir doenças funcionais como lesão por esforço repetitivo (LER).

Para saber mais sobre as inovações do Poder Judiciário, acesse a página do Toada Lab em www.tjma.jus.br/hotsite/toadalab.