.

Prefeitura e BID fazem balanço das principais ações executadas pelo Programa de Revitalização do Centro Histórico

Teve início na segunda-feira (21), a programação de Missão de Encerramento do Programa de Revitalização do Centro Histórico (Procidades), realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semispe). Durante a abertura, realizada no Teatro da Cidade (Rua do Egito – Centro) foi lançada a edição digital do livro “Revitalização do Centro Histórico de São Luís”, uma parceria da Prefeitura com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Durante a solenidade, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide destacou que teve a oportunidade de acompanhar diversas dessas obras incluídas no Procidades. “Estas ações mudaram para melhor a realidade de muitas pessoas, sendo responsáveis pela geração de mais de 780 empregos diretos e indiretos, gerando oportunidade para mais de 170 microempreendedores e beneficiou mais de 33 mil pessoas do entorno. Qualquer investimento só terá sentido se mudar para melhorar a vida das pessoas. É uma grande felicidade o fato da execução desse programa tenha sido confiado a São Luís”, frisou o prefeito.

O livro “Revitalização do Centro Histórico de São Luís” traz o registro das principais ações executadas pelo programa e mais detalhes do projeto Procidades, além mencionar projetos futuros, como Vem pro Centro, que terá como foco a questão habitacional, regularização fundiária, turismo e cultura.  O livro digital está disponível no link: https://heyzine.com/flip-book/5becf4dad4.html.

O Programa de Revitalização do Centro Histórico foi responsável pela execução de vários projetos de melhoria, tais como as requalificações do Parque do Bom Menino (com investimento de R$ 12 milhões) e de obras em seu entorno, como o anfiteatro e o Skat Park (investimento de R$ 500 mil),  Praça da Bíblia  e arredores (investimento de R$ 3milhões e 500 mil), Praça da Saudade e entorno (R$ 5 milhões e 500 mil) , Praça da Misericórdia e entorno (R$ 2 milhões e 500 mil), requalificação do Anel Viário (R$ 18 milhões e 500 mil), obras de acessibilidade para a área de tombamento federal, reabilitação dos prédios da Rua Portugal n° 285 (R$ 2 milhões e 800 mil) e n°251 (R$ 2 milhões e 500 mil), projeto arquitetônico do Cais Trapiche Santo Ângelo (R$ 45 milhões).

Em todas as execuções, foram considerados os aspectos físicos, econômicos e sociais da localidade, além dos componentes projetos estratégicos, melhorias habitacionais e fortalecimento institucional norteando as obras. Os projetos contemplavam uma grande preocupação com o aspecto social e para suprir essa necessidade, os trabalhadores das áreas beneficiadas tiveram acesso a cursos de empreendedorismo, gastronomia e boas práticas.

Para a secretaria municipal de Inovação Sustentabilidade e Projetos Especiais, Verônica P. Pires, o principal legado do programa não é só o civil, é a transformação da qualidade de vida das pessoas. “Por trás das revitalizações existem pessoas que habitam esses espaços e nosso principal estímulo é a melhoria da qualidade de vida. O que nós fazemos não é só melhorar o espaço físico, mas também atendemos as demandas da população, oferecendo inclusive qualificação profissional para os trabalhadores desses locais”, explicou a secretária.

Segundo a especialista em Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) do BID, Clementine Tribouillard, essa foi apenas a conclusão de uma das etapas dessa parceria que ainda tem muito que fazer pelo Centro Histórico de São Luís. “Todo o programa foi uma história de superação de inúmeras dificuldades que só funcionou diante do compromisso e dedicação de muitas pessoas”, pontuou a representante do BID.

Na oportunidade, também estiveram presentes representantes de outras instituições que contribuíram para a realização do projeto, como a presidente da Fumph, Kátia Bogéa; o presidente do IPHAN, Maurício Itapary e o superintendente de Patrimônio Cultural do Estado do Maranhão, Luís Eduardo Loghi.