Odontofobia: medo de ir ao dentista compromete a saúde bucal

Ir ao dentista é importante para manter a boa saúde bucal. Para muitas pessoas, porém, o simples pensamento de sentar na cadeira de um consultório odontológico é suficiente para despertar sentimentos de ansiedade e pavor. Esse medo de ir ao dentista, conhecido como odontofobia, é um problema comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Entretanto, existem algumas estratégias eficazes para superar esse temor e garantir que você possa cuidar corretamente do seu sorriso. Confira!

Se, antes mesmo de chegar ao consultório, o nervosismo já aparece tirando a tranquilidade da pessoa, é possível que seja um caso de odontofobia. De acordo com a dentista da Hapvida Interodonto, Mirele Nobre, esse problema pode ter origem na infância. “É comum atender pacientes que têm medo ou até mesmo traumas causados por alguma experiência ruim de atendimento que se prolongou para sua vida de adolescente e adulta. Isso acontece porque, muitas vezes, as crianças são levadas em dentistas não especializados nessa faixa etária”, explica.

Os odontopediatras possuem o manejo necessário para garantir um primeiro contato positivo da criança com o ambiente da consulta odontológica, criando um bom relacionamento e uma troca agradável no consultório. O contrário disso, segundo a profissional, pode ser muito prejudicial. “Quando o dentista não tem tanto jeito ao atender os pequenos, o trauma pode se instalar, gerando muita dificuldade nos retornos periódicos que são necessários e pode afetar, até mesmo, a escovação em casa, porque se torna um bloqueio”, afirma.

Então, fique atento, porque as consequências da odontofobia são visíveis: pacientes com má higiene bucal apresentam dentes cariados e comprometidos que podem evoluir para um canal. Muitas vezes, pacientes com essa fobia chegam até mesmo a aguentar a dor de dente e só procuram o dentista quando o problema se torna insustentável. Nesses estágios, a especialista alerta que é difícil recuperar o dente e a perda é quase inevitável.

Mas afinal, como lidar com esse problema? “No caso das crianças, é preciso que os pais ou responsáveis tenham atenção em levá-las aos odontopediatras. A primeira consulta é o primeiro contato do pequeno com aquele ambiente. Então, é um momento de apresentar os materiais, a luz e permitir que haja brincadeiras, para que, no próximo momento, seja possível abordar com limpeza ou outro tipo de tratamento”, destaca Mirele.

E para os adultos que já carregam o medo de dentista, o diálogo é essencial. “Devemos conversar e tentar estabelecer uma relação de confiança com o paciente, para que ele saiba que não terá uma experiência ruim como teve no passado, sendo possível, então, realizar os procedimentos da melhor forma”, finaliza a dentista.