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Maranhão representa Conass durante evento da Saúde em Brasília

O secretário de Saúde, Tiago Fernandes, representou o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) durante a abertura do seminário “Hanseníase no Brasil: da evidência à prática”, em Brasília. O evento do Ministério da Saúde, em alusão a Campanha Janeiro Roxo, discute a Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase 2023-2030.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta uma queda na notificação de novos casos da doença, mas este não seria motivo para comemorar. “Não é apenas a doença que é negligenciada, mas também as pessoas. Por isso, esse seminário é tão importante. O esforço conjunto no combate à infeção é essencial para vencer uma doença que, historicamente, é carregada de estigma”, disse a ministra Nísia Trindade.

Atualmente, o Brasil é o segundo país do mundo com maior número de pessoas com diagnóstico de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. O Ministério da Saúde lançou a meta de reduzir em 55% os novos casos e como ação imediata deve enviar mais de 150 mil testes rápidos para diagnóstico e celeridade no tratamento dos pacientes. A doença tem cura e o medicamento é fornecido gratuitamente pelo SUS.

O secretário Tiago Fernandes destacou a importância da atuação conjunta de União, Estados e Municípios para vencer a doença. “Esses seminários precisam ser estendidos aos estados e municípios. Nós precisamos conhecer as equipes de Saúde da Família para saber como ajudá-las, para que a gente possa, o mais breve possível, estar erradicando a hanseníase no nosso país”, pontuou.

Além de debater o enfrentamento da doença, a programação do seminário inclui experiências exitosas em hanseníase no SUS e discussões sobre a implantação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase. Outra novidade apresentada no seminário foi o lançamento do aplicativo de rastreamento e acompanhamento dos novos casos, o AppHans.

Gestores da saúde, especialistas, profissionais, representantes de entidades públicas, privadas e sociedade civil participam do encontro que vai até o dia 27 de janeiro, em Brasília.