Incontinência urinária é mais comum em mulheres

Tossir, espirrar e até mesmo sorrir sem conseguir segurar o xixi: esse problema tem nome e atinge grande parte da população brasileira. Estamos falando da incontinência urinária. A vendedora Maria Irene Veras, 48, conta que começou a ter escapes de urina nessas três situações, e o incômodo foi ficando cada vez mais frequente. “Aproveitei uma consulta na ginecologista para pedir que a médica avaliasse esse problema na minha bexiga e ela confirmou que algo estava errado. Fiquei preocupada, porque já me atrapalhava bastante no dia a dia”, lembra. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária é mais comum em mulheres. A entidade registrou que, acima dos 40 anos,  45% delas sofrem com esse quadro e 15% dos homens têm o problema. Maria Irene, por exemplo, precisou fazer uma cirurgia para controlar os escapes. “Depois da cirurgia consegui sentir a diferença e não tive mais aqueles vazamentos que me deixavam até constrangida, porque nem dava tempo de chegar no banheiro”, afirma a vendedora. 

Mas você sabia que a fisioterapia pode ajudar a prevenir e tratar a incontinência urinária? De acordo com a professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Estácio São Luís, Rosa Garbino, a abordagem fisioterapêutica atua no tratamento e na prevenção da incontinência urinária. “A fisioterapia promove a conscientização corporal e perineal, propriocepção perineal, reeducação vesical e da musculatura do assoalho pélvico, além de melhorar o tônus muscular perineal”, explica.

A fisioterapeuta destaca, ainda, que exercícios como os de Kegel, apertando e soltando os músculos do assoalho pélvico, são muito utilizados para ajudar a vencer a incontinência ou prevenir. “Também podem ser usados os exercícios hipopressivos e de biofeedback. Esse tipo de tratamento pode ser indicado para todos os casos de incontinência urinária, seja de urgência, de esforço, em mulheres e homens, inclusive após a retirada da próstata”, finalizou Rosa.