Habilidade emocionais ganham destaque na inovadora proposta pedagógica do Colégio Dom Bosco

A proposta pedagógica do Colégio Dom Bosco sempre teve a inovação e a excelência como bases de sua proposta pedagógica, desde a fundação da escola há 60 anos. Mas como uma escola viva, que acompanha a sociedade e as mudanças globais de tecnologia, comportamento social, economia e mercado de trabalho; a metodologia adotada está sempre em constante aprimoramento, buscando sempre a sintonia com as mais modernas e eficazes metodologias de ensino-aprendizagem.

Assim, a escola tem evoluído a cada ano. Das lousas de giz para o quadro interativo conectado à WEB. Dos livros impressos que ainda são usados, mas agora acrescidos às apostilas digitais inseridas em Ipads. Das aulas teóricas às mais avançadas experiências em laboratórios altamente equipados para ensino multidisciplinar com microscópios, câmeras e robótica. Tudo isso a escola já adota com sucesso e forma a rica metodologia que faz do Dom Bosco “uma escola que ensina a pensa”; e na qual o aluno é personagem ativo de uma aprendizagem viva e rica no estímulo das múltiplas inteligências.

O Colégio Dom Bosco orienta o seu fazer pedagógico sob a perspectiva sócio construtivista, apoiando-se nas concepções interacionistas de Piaget (Problematização instiga a atividade intelectual); Vygostsky (Atividade em parceria potencializa o conhecimento);Gardner (estimulo das múltiplas dimensões); Ausubel (Conhecimento prévio dá sentido às novas aprendizagens) e por fim, porém cada vez mais relevante, Wallon (O Emocional é coadjuvante do desenvolvimento).

Esse aspecto Emocional que desponta agora em algumas escolas de ponta na educação mundial, sempre foi valorizado no Dom Bosco e essa semana, a escola apresentou mais um forte investimento nesse sentido, ao adotar e implantar oficialmente o LIV / Laboratório Inteligência de Vida; que já começa a fazer parte do currículo dos alunos do Dom Bosco desde o Infantil até o fim da sua jornada escolar.

Segundo a Diretoria da escola trata-se de um laboratório um pouco diferente dos que costumamos ver por aí. Nesse caso, não há tubos de ensaio, nem microscópios de última geração. Os experimentos são outros. A proposta é a experimentação da vida e o que há de mais belo nela: os sentimentos e os relacionamentos.

“No LIV o aluno desenvolve o seu pensamento crítico, entende que com a ajuda de outros é possível ir mais longe e que errar faz parte do processo. No LIV não há sentimento bom ou ruim, todos são permitidos e compreendidos para que possamos lidar com eles da melhor maneira possível. É só praticarmos um pouquinho e… Eureka! Nos tornamos pessoas melhores”, explicou a educadora Fernanda Lemos (RJ) que proferiu uma palestra aos pais dos alunos do Dom Bosco para apresentar em detalhes a novidade e os grandes benefícios que trará para os docentes da escola.

COMO FUNCIONA NA PRÁTICA

Do infantil ao 3º ano, o objetivo é a criação de um espaço coletivo onde as crianças saibam que todos os sentimentos são permitidos. Autoconhecimento, autocontrole, empatia e relacionamento, competências imprescindíveis para crianças nessa idade, são trabalhadas de forma lúdica e engajadora.  Já do 4º ano ao Ensino Médio, é criado um currículo baseado no ensino de habilidades indispensáveis para os novos desafios do século XXI.

Os alunos são acompanhados por personagens que, ao longo de suas histórias, vivem, sentem e se relacionam como elas. Ao longo dos anos, eles entrarão em contato com o mundo das emoções e sentimentos, descobrindo-se em pequenas questões como: O que é raiva? E tristeza? Como o meu corpo e o meu rosto reagem na presença dessas emoções? Autoconhecimento, Autocontrole, Empatia e Relacionamento serão os 4 grandes pilares que sustentarão esse processo.

Um cidadão não se forma apenas por boas notas. Habilidades sociais e emocionais também são fundamentais. Pensando nisso, nosso material é baseado no ensino de 6 habilidades indispensáveis para os novos desafios do século XXI: Colaboração, Criatividade, Comunicação, Proatividade, Pensamento Crítico e Perseverança

A NECESIDADE CADA VEZ MAIOR DE INVESTIR EM HABILIDADES EMOCIONAIS

O mundo tem mudado  de forma veloz e a escola precisa entender e mudar junto para formar cidadãos comprometidos e preparados para a construção de uma sociedade mais justa, mais solidária e mais sustentável em todos os sentidos. A Era atual é de características como volatividade, incerteza, complexidade e grande ambiguidade. Um exemplo desse movimento de mudanças constantes e ambiente nervoso é que 65% das crianças que hoje estão no primário, irão trabalhar em empresas que ainda nem existem, usando ferramentas e tecnologias que irão causar novos hábitos e diferentes formas de conviver em sociedade. Disrupção é a palavra da moda! E precisamos preparar a nova geração para essa realidade tão desafiadora. É exatamente essa a proposta do Dom Bosco com a adoção do LIV.

Estudos mostram que, o aluno que desenvolve melhores competências emocionais desde cedo terá vantagens como maior empregabilidade; mais facilidade de adaptação às mudanças e maior felicidade em geral.

O vencedor do Prêmio Nobel de Economia James Heckman vai além, e aponta os ganhos coletivos quando se desenvolve as habilidades emocionais na educação. Segundo ele, para cada 1 dólar que o país investe em programas sócio – emocionais, há o retorno garantido de cerca de 11 dólares em média por pessoa ao ano, pelo resto de suas vidas. Para ser mais claro, ele comprova essa tese mostrando que entre os benefícios coletivos com a adoção desses programas, a sociedade terá, entre outros ganhos: A diminuição da ansiedade e da depressão que são doenças que sangram os sistemas de saúde com gastos em consultas, medicamentos e até internações. E mais, prevenção do Bullying; maior competividade profissional e empregabilidade, e até mesmo a diminuição de índices de violência urbana.

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