Centro de Reabilitação do Olho d’Água retoma atendimento presencial de pacientes

Após quase quatro meses de assistência por teleatendimento em razão da pandemia causada pelo coronavírus, o Centro Especializado de Reabilitação (CER) do Olho d’Água retomou, nos últimos dias, a assistência presencial aos seus pacientes. De forma gradativa, a unidade, que faz parte da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), trabalhará com capacidade de até 40%, respeitando as determinações sanitárias, com agendamento de consultas e sessões de terapia. 

De acordo como secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, conforme o cenário, atualizações deverão ser feitas visando o retorno de 100% da capacidade de atendimento. “Com trabalho sério e responsável, vamos aos poucos retomando serviços que antes estavam suspensos devido à pandemia do coronavírus. Tudo tem seguido conforme os planos e diretrizes traçadas para o enfrentamento da doença e ficamos contentes quando as pessoas podem ter acesso aos seus tratamentos de forma segura”, disse o gestor. 

Todos os profissionais do serviço de reabilitação da SES realizam as sessões de terapia paramentados com macacões impermeáveis, luvas, máscaras do tipo N95, toucas e protetores faciais (face shields). Também estão sendo priorizadas as atividades ao ar livre com ventilação natural, bem como as realizadas em espaços adaptados, com uso de ventiladores e a suspensão temporária dos ar condicionados. 

Segundo a diretora administrativa do CER do Olho d’Água, Ana Eugênia Furtado, os atendimentos virtuais serão mantidos. “Temos tido o cuidado de seguir todas as orientações sanitárias, dando atenção ao atendimento individualizado e evitando aglomerações. Ainda não abrimos para as pessoas idosas, que em sua maioria são portadoras de comorbidades. Para estas, o teleatendimento permanece, tanto como forma de manter a assistência como também de fazê-los interagir com o meio virtual através de plataformas digitais”, destacou. 

Para a dona Maria das Dores Rodrigues Matos, de 52 anos, a retomada do atendimento presencial é sinônimo de alegria. “Já me sinto tão bem que venho caminhando da minha casa, no Sol e Mar, até aqui. Durante a suspensão dos atendimentos eu fiz as sessões em casa pelo teleatendimento, mas agora estou muito contente por poder voltar às consultas presenciais”, comentou. 

Quem também celebrou o retorno às sessões in loco foi a cabeleireira Ludilene Pinheiro, de 43 anos. Paciente de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, ela afirmou que apenas no CER do Olho d’Água sentiu melhoras. “Fui diagnosticada com Síndrome do Túnel do Carpo, um tipo de lesão por esforço repetitivo e, para mim, foi um divisor de águas, pois já havia passado por outros profissionais e lugares. Eu senti muito quando os atendimentos foram suspensos, mas começou a melhorar quando iniciaram o suporte on-line e agora estou bastante feliz com o retorno das sessões presenciais”, explanou. 

No mês de junho, segundo o último relatório de produtivo realizado, quando ainda o uso de plataforma digital era o único recurso disponibilizado, foram ofertadas 179 consultas médicas especializadas em Neuropediatria, Oftalmologia, Ortopedia e Psiquiatria. Ainda no mesmo período, as consultas profissionais de nível superior em Assistência Social, Educação Física, Nutrição, Psicologia e Musicoterapia somaram 2.161 de produtividade. Dos procedimentos ambulatoriais executados, o CER totalizou 1.608. 

Serviço Especializado à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Para Flávia Teresa Neves, coordenadora do Serviço Especializado à Pessoa com TEA, assistência especializada que funciona de forma anexa ao CER do Olho d’Água, a carga horária de atendimentos foi reduzida e com intervalo de 20 minutos entre uma sessão e outra para higienização completa do ambiente utilizado. 

“Voltamos com todos os serviços convencionais, tais como terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicopedagogia e educação física, entretanto ainda de forma moderada. É o caso do acolhimento aos bebês através da intervenção precoce e a orientação aos pais. A primeira até três vezes na semana e a segunda, que antes acontecia de forma presencial e em grupo, agora está sendo realizada no momento do atendimento e de forma individualizada”, explicou.

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