AGED e Prefeitura de São João do Paraíso iniciam mapeamento do uso de cama aviária

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA), em conjunto com a Prefeitura de São João do Paraíso, iniciou esta semana a aplicação de questionários para identificação do uso da cama aviária na fruticultura e o impacto desse uso em possível ocorrência da mosca-dos-estábulos na região.

A ação é a primeira etapa de uma série de atividades que serão executadas conjuntamente com a SAGRIMA, UEMA, UFMA e Embrapa Gado de Corte para construção de um normativo estadual que definirá os requisitos para utilização da cama aviária em todo o Estado do Maranhão.

O início desse mapeamento foi uma das demandas colocadas durante uma reunião por videoconferência, realizada no final do mês de maio com as instituições estaduais e os  produtores da região de São João do Paraíso, que identificaram a presença elevada de mosca-dos-estábulos, que supostamente tenham surgido em decorrência do uso da cama de aviário como adubo nas plantações de bananas do local. 

Durante a reunião, os representantes das instituições foram unânimes na ideia da necessidade de normatizar o uso de adubos orgânicos, como o caso da cama de frango. “O uso da cama de frango na alimentação de ruminantes (bovinos, búfalos, caprinos e ovinos) é proibida, entretanto o uso como adubo orgânico é uma alternativa, desde que haja tratamento adequado. Criar um normativo para nortear o uso da cama de frango no Estado é de grande importância para evitar problemas sanitários e ambientais”, afirmou a diretora de Defesa e Inspeção Sanitária Animal da AGED, Tânia Duarte.

A cama de frango e a incidência de mosca-dos-estábulos

A cama de frango ou cama de aviário é um material composto principalmente de palha de arroz, sabugo de milho triturado, serragem, com as fezes, urina, penas e restos de ração do sistema de criação de frangos. Essa mistura é considerada um adubo orgânico, como ótima opção de fertilizante para as lavouras, pastagens e hortaliças. Com alto teor de nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, zinco e magnésio, este adubo orgânico favorece o crescimento de raízes das plantas e retém os nutrientes disponíveis no solo. 

Entretanto, essa mistura sem o manejo adequado pode formar um ambiente propício para o desenvolvimento e multiplicação de moscas. Dentre elas está a mosca-dos-estábulos, um inseto que é hematófago e parasita vários animais. Nos bovinos, a infestação desta mosca pode trazer prejuízos econômicos na criação do gado de corte e de leite, sendo bastante incomodo para o animal que fica bastante estressado.

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